20 de abr de 2014

ROCK, BALADAS E POEMAS III

O nosso programa é transmitido todo 3.º domingo de cada mês, a partir das 22:00 horas pela rádio web MROCK

15 de abr de 2014

Manoel Hélio na Virada Cultural/SP - IX Sarau do Beco dos Poetas

2 de out de 2013

Menu de Poesia

Menu de Poesia

Dia 11/10 – sexta-feira – das 20h15 às 22h
No Centro Cultural São Paulo
Rua Vergueiro, 1000 – Paraiso (Estação Vergueiro do Metrô)
Sala Adoniran Barbosa
Recital dedicado à obra poética de ROBERTO PIVA
Organizado por Maria Alice de Vasconcelos
Poetas Convidados:                                                                                    Breve palestra por  CLAUDIO WILLER, e leitura de poemas por  BETH BRAIT ALVIM; CÉLIA MUSILLI; CHARLES GENTIL; CHIU YI CHIH; EDSON BUENO DE CAMARGO; ELSON FRÓES; ELVIO FERNANDES; ETHEL NAOMI; JEANINE WILL; JONAS PEREIRA SANTOS; MA LEPORINI; PAULO SPOSATI ORTIZ; VALDIR ROCHA;
Entrada franca – sem necessidade de retirada de ingressos.

24 de set de 2013

Sarau na Quebrada dia 27/09/2013

Sarau na Quebrada dia 27/09/2013

 

 

Sarau na Quebrada

dia 27/09/2013  - ás  20h00

 

Local:  

Larikas Bar :


  • Rua Professor Felisberto de Carvalho, 51 - Santo André, Brazil

22 de set de 2013

Varal de Literatura - 24 de setembro de 2013 - "Varal de Pensamentos"

Varal de Literatura - 24 de setembro de 2013 - "Varal de Pensamentos"



https://www.facebook.com/events/521062037968400/



O Projeto "Varal de Pensamentos" desenvolvido pela Secretaria de Cultura, Esportes e Lazer de Mauá visa promover o lançamento de livros, realização de palestras, encontros e reflexões literárias.

Neste mês acontecerá na próxima terça-feira, 24 de setembro,
"Work Shop de criação literária - A poética do Cotidiano"   com o escritor e autor de livros Edson Bueno de Camargo




As atividades se desenvolvem mensalmente, sempre na Biblioteca Municipal Cecília Meireles, situada em nova sede, à rua Campos Sales, 371 - Vl. Bocaina.- Mauá - SP



Inscrições gratuitas e limitadas pelo telefone: 4519-6361

XII SARAU VIRTUAL DO GRUPO CAIXA DE POEMAS/MROCK

29 de ago de 2013

XI SARAU VIRTUAL DO GRUPO CAIXA DE POEMAS/MROCK



Eu convido você à ouvir agora o XI Sarau Virtual do Grupo Caixa de Poemas (Facebook) transmitido ao VIVO pela rádio web MROCK (Facebook) em 17/08/2013.

21 de ago de 2013

'' O Livro Fora da Estante''




A Biblioteca Cecilia Meireles

Apresenta: '' O Livro Fora da Estante''

Com o objetivo de compartilhar experiências de leitura, a Biblioteca Cecília Meireles promove a partir do mês de setembro, encontros de leitores. Os participantes têm a oportunidade de dividir impressões e informações sobre sua leitura ou sobre seus próprios textos.

Após cada encontro, os livros comentados e lidos pelos participantes serão expostos em destaque, para estimular sua leitura.
Faça já sua inscrição!!!!!

Biblioteca Municipal '' Cecília Meireles''
Rua Campos Sales, 371 – Vila Bocaina – Mauá/ SP
CEP : 09310-040
Tel: (11) 4519-6361

8 de jul de 2013

De poetas e poesia


http://alpharrabio.com.br/blog/2013/07/07/de-poetas-e-poesia/



"O Alpha sempre foi um lugar para a poesia. Um lugar para se pensar poesia. Um lugar para ler poesia. Um lugar para se fazer poesia.

Foi o que aconteceu no dia 29 de junho, no encerramento da programação cultural deste primeiro semestre: um encontro, uma conversa entre poetas. Fabiano Calixto e Edson Bueno de Camargo. Seus novos livros. Seus poemas. O trabalho (sempre) em progresso. Leituras (com a garganta azeitada pela cachaça com cambuci do ABC, preparada pelo Edson). Dois poetas do subúrbio. Dois poetas que cantam o subúrbio em língua universal. "
(Dalila Teles Veras, escritora, proprietária da Alpharrabio Livraria e Editora)


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4 de jul de 2013

Apenas os lábios

Apenas os lábios
De ti quero apenas os lábios.
E que mal pode haver no beijar?
Beijar é viajar a melhor viagem,
é navegar em águas mansas e doces.
Gostaria que te mostrasses outra,
doida, pecaminosa, mutante,
com vários lábios pelo corpo,
sob esvoaçantes tules transparentes.
Lábios sedentos de tudo,
tudo que rega a sede tanta.
E que quisessem todo meu eu,
este pobre ser, mas sábio,
ao sorver o segredo dos teus lábios.



 por O.Heinze

17 de jun de 2013

Desvaneio de uma sonhadora

Caminho segura sem medo a floresta adentro
Onde cada paço e uma abertura que faço na mata
Sangro cada tronco que chora entre folhas quebradas;
onde deixo meu nome e o dele   marcando o caminho.

Sinto o cheiro gostoso da mata que me acaricia aos poucos
Arranha-me sorrindo com o vento que me toca com violência
Esta aventura me aguça, aprofundo mata adentro sem medo.
Espreita-me por bichos que esconde entre os arbustos.

Seu cheiro me faz delirar ouço o piar da coruja e o cantarda passarada
a  liberdade que eusinto e forte como o vento que balança meus cabelos
 deito-me  ao lado do lago espelhado cansada da caminhadescanso
acordo  entre  lençóis brancos e vejo que era apenas um sonho .

Eliza Gregio

4 de jun de 2013

Sábado Literário com Lançamentos de Livros - São Caetano do Sul





Apresentação de “a fome insaciável dos olhos” de Edson Bueno de Camargo - Editora Patuá
no Sábado Literário com Lançamentos de Livros
Dia: 8 de junho às 14h00
- Biblioteca Paul Harris
Av. Dr. Augusto de Toledo, 255, Bairro Santa Paula (esquina com Av. Goiás)
Informações: 4229-0245 / 4229-1214
                         bibliotecaph@gmail.com

27 de mai de 2013

Convocatória de arte postal - 12º Congresso de História do Grande ABC






CONVOCATORIA DE ARTE POSTAL


12º Congresso de História do Grande ABC

Tema: “História, memória e patrimônio”
Técnica Livre (não enviar elementos perecíveis)

Medidas: 15 x 21 cm

Data Limite de envio: 10/08/2013

Enviar para:

Edson e Cecília Camargo
Rua José Cesário Mendes, 104 Vila Noêmia
Mauá – SP - Brasil
CEP: 09370-600

Todo material recebido será exposto no blog:
http://historiacongressoartepostal.blogspot.com

CONVOCATORIA DE ARTE CORREO

12º Congresso de História do Grande ABC

Tema: “
Historia, memoria y patrimonio

Técnica Libre (no elementos
perecederos)

Medias: 15 x 21 cm

Fecha Límite de recepción
10/08/2013

Edson e Cecília Camargo
Rua José Cesário Mendes, 104 Vila Noêmia
Mauá – SP - Brasil
CEP: 09370-600


El material recibido será
expuesto en
http://historiacongressoartepostal.blogspot.com
MAIL ART CALL

“12º Congresso de História do Grande ABC”

Theme: “History, memory and heritage”

Technique: Free (no items
perishable)

Dimensions: 10.2x15.3 cm (postcard)

Deadline:  10/08/2013

Send to:
Edson e Cecília Camargo
Rua José Cesário Mendes, 104 Vila Noêmia
Mauá – SP - Brasil
CEP: 09370-600


Place of Exhibition:
http://historiacongressoartepostal.blogspot.com

22 de mai de 2013

Apresentação do livro recém lançado: “a fome insaciável dos olhos” 23/05/2013







Sarau e  atividade de encerramento da
Oficina de Criação Literária DA OCB
e Ponto de Cultura Mídias Literárias
Apresentação do livro recém lançado:
“a fome insaciável dos olhos”
de Edson Bueno de Camargo - Editora Patuá –  


Dia 23/05/2013 -  às 19h00
Local:
Biblioteca Olíria de Campos Barros
Av. Sete de Setembro, 470, Vila Conceição –
Diadema  - SP
tel.: 4055-9200
CEP 09912-010
e-mail: bbocb@diadema.sp.gov.br

10 de mai de 2013

Lançamento do livro "A fome insaciável dos olhos" 21/05/2013





A Editora Patuá convida a todos para o lançamento do livro "A fome insaciável dos olhos", novo livro de Edson Bueno de Camargo.

O evento será realizado dia 21/05 às 19h no bar 

Papo, Pinga e Petisco - 
Praça Roosevelt, 118 - Centro - São Paulo - SP

A entrada para o evento é gratuita e o livro estará à venda por R$ 30,00 (pagamento apenas em dinheiro ou cheque).

O livro já está à venda em nosso catálogo. As compras pelo site podem ser parceladas em até 12x. Aproveite!

Amigos e leitores de outras cidades que realizarem a compra antes do lançamento receberão o exemplar autografado após o evento. Imperdível!


http://www.editorapatua.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=114

Saiba mais sobre o livro e a autor em nosso site:


http://www.editorapatua.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=158

8 de mai de 2013

#TUITERATURA - Você conhece a Tuiteratura?


(com a participação dos escritores do ABC, Edson Bueno de Camargo de Mauá e Reni Adriano de Diadema)



http://b2bmagazine.consumidormoderno.uol.com.br/index.php/internet/item/2847-voc%C3%AA-conhece-a-tuiteratura



"A #tuiteratura que procuro... é a mais pura literatura veloz, belíssima, que de tão curta, preenche completamente o pequeno espaço entre a pupila e os dois cantos dos nossos olhos e dali não sai nunca mais...", estas são as palavras de Giselle Zamboni, curadora do projeto Mostra #TUITERATURA, que acontece de 26 de maio a 04 de agosto, no Sesc Santo Amaro, de São Paulo.





Serviço
MOSTRA #TUITERATURA
Local: Sesc Santo Amaro - Rua Amador Bueno, 505, Santo Amaro, São Paulo – SP.
De 26 de maio a 04 de agosto de 2013, terça a sexta, das 10h às 21h/ sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h.
Entrada gratuita.
Mais informações: www.sescsp.org.br

7 de mai de 2013

Diretoria do Sindserv SBC age com truculência contra trabalhadores

Diretoria do Sindserv SBC age com truculência contra trabalhadores por Pedralascada  no Videolog.tv.

Em assembleia extraordinária convocada para o dia 30 de abril de 2013, diretoria do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais e Autárquicos de São Bernardo do Campo defende proposta da administração e age com truculência contra trabalhadores, impedindo o direito à manifestação de ideias e à apresentação de propostas. Repare que enquanto alguns diretores do sindicato utilizam da força bruta para impedir a manifestação dos trabalhadores, o presidente do sindicato continua como se nada estivesse ocorrendo ao seu lado. Após defender a proposta da administração, a direção ainda disparatadamente afirma: não vamos abrir para nenhum dos lados...

6 de mai de 2013

Encontro Informal de Escritores e Leitores de Mauá - primeiras impressões








Fico pensando o que pode reunir um grupo de pessoas em um domingo à tarde, para falar de literatura, em pleno jogo do “Coríntias X São Paulo”, como sou distraído destas coisas, nem me dei contra de tão importante acontecimento (mas se não fosse isto, seria o Faustão, a preguiça, o macarrão da nonna).

Por fim estávamos lá, para que pudéssemos nos reconhecer,  o poeta André Camargo -(http://monademonia.blogspot.com.br/2013/05/sem-truque-vamos-de-volta-labuta.html)
deu-me a palavra que faltava ao meu discurso:  identidade. E para que possamos formar nossa identidade, é necessário nos comunicarmos com o outro, mesmo que o outro venha na forma de um par, um escrevedor de textos.  
Quando pensei neste encontro, a primeira coisa que me veio á mente, é que não se deveria criar nenhuma expectativa, nenhuma pauta, a conversa deveria fluir livremente, tudo o que venha a acontecer deve ser naturalmente, tudo o que venha a ser acordado deve ser pelo consenso, acima de tudo queria (e quero)  que o encontro servisse para que os escritores da cidade se reconhecessem, deixarmos de sermos quadradinhos no avatar de uma mídia social e nos tornássemos pessoas humanas.  
Neste sentido creio que o encontro foi um sucesso absoluto, foi preciso e necessário que acontecesse, haverá outros, se agregarão e se desagregarão pessoas, mas um movimento pode e deve se assentar não por interesses pessoais somente, mas pela possibilidade da amizade, do trocar ideias e angustias, para que a solidão que é o ofício da escrita não nos devore.
E existem acasos objetivos operando, mesmo sem saber, marquei o encontro no Dia Internacional da Língua Portuguesa, sendo que a língua e a linguagem ferramenta essencial em nosso ofício.

Agradeço muito ao Danilo, ao Samba de Terreiro de Mauá, por nos ceder o espaço do Centro Cultural Dona Leonor, que por ser um templo mágico do samba, sinto que  emanaram as energias criativas para um bom encontro.

Ademais, um primeiro encontro deveria acontecer,  algo que rompesse com a inércia, o que espero? Nada em especial, historicamente sabemos que pequenos e despretensiosos gestos, mudaram o mundo, da minha parte se conseguir fazer novos amigos, já está de bom tamanho, um novo encontro já está sendo gestado, aguardemos.










17 de abr de 2013

Encontro informal de escritores e leitores em Mauá.







No dia 05 de maio, faremos o “Encontro informal de escritores e leitores em Mauá”, que será exatamente isto, um encontro onde as pessoas que escrevem e leitores, possam trocar ideias, lerem seus textos, e acima de tudo, se conhecer em um clima de cordialidade, afinal “Porque ler é preciso” .


Data:

dia 05 de maio de 2013 (05/05/2013)

Horário:

16h00

Local:

Centro Cultural Dona Leonor
Rua: San Juan, 121 Parque das Américas Mauá SP
(05 Minutos da Estação Guapituba da CPTM - Linha Turquesa - Brás/Rio Grande da Serra)

11 de abr de 2013

A fome insaciável dos olhos (pré venda)

http://www.editorapatua.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=158



Livro: A fome insaciável dos olhos
Gênero: Poesia
Número de Páginas: 100
Formato: 16x23

Preço: R$ 30 + frete (Livro em pré-venda. Amigos e leitores de outras cidades que realizarem a compra antes do lançamento receberão o livro autografado após o evento. Aproveite!)




Criação Literária DA OCB passará para o MAP - Centro Cultural Diadema


 Mudança do local da Oficina de Criação Literária,
"Caros,
Bom dia.
Aulas de Criação Literária DA OCB passará para o MAP - Centro Cultural Diadema, Rua Graciosa, 300.
A partir da próxima quarta-feira dia 17.04.
Abraços
Eliana"

26 de mar de 2013

Quinta Poética no Guia da Folha

Olha a Quinta Poética no Guia Folha de São Paulo, com o nome dos poetas, músico e tudo mais, 

a poesia em um raro momento da mídia, 













 Guia Folha de São Paulo
 Pág 82 - Especial
 15 a 21 de março de 2013
Tiragem média: 315 mil exemplares/distribuição nacional
 link:
http://guia.folha.uol.com.br/

21 de mar de 2013

MÚSICA , POESIA E DANÇA: EXPRESSÕES DO NOSSO AMOR Ah, esta minha mão que não para! Revela para todos os meus segredos, fazem calos em meus dedos. Farei para você minhas poesias buscando o amor e muita magia; enchendo seu coração de vida; deixando-o dividido. O salão toca uma música nossa. Ninguém pode abalar nossa valsa. Música que só nós sentimos aonde existe encanto e magia Eliza gregio
MÚSICA , POESIA E DANÇA: EXPRESSÕES DO NOSSO AMOR Ah, esta minha mão que não para! Revela para todos os meus segredos, fazem calos em meus dedos. Farei para você minhas poesias buscando o amor e muita magia; enchendo seu coração de vida; deixando-o dividido. O salão toca uma música nossa. Ninguém pode abalar nossa valsa. Música que só nós sentimos aonde existe encanto e magia Eliza gregio
Voar voar voar voar... Para onde ir não sei... Entre as nuvens e abraçar as estrelas Olhar para o infinito e buscar a Deus Na terra entre as arvores e floresta Cantar com os pássaros, e falar com os animais. Sinto-me abraçada pela vida em minha volta Ela alimenta minha alma que voa livre no universo O vento me toca por encanto me acaricia a pele O por do sol avermelhado me hipnotiza me busca A paixão que aflora em minha pele me traz a realidade da vida Onde passo meus dias a correr para La e para cá, em um sistema criado pelo( homem bicho.) Acordo do meu sonho colorido e vejo uma realidade cinza quase sem vida. Eliza gregio

18 de mar de 2013

Entrevista CI:PA com Edson Bueno de Camargo











 
 
ENTREVISTA CI: PA — EDSON BUENO DE CAMARGO
I) Andar à luz do sol
1. Edson Bueno de Camargo é pseudônimo?
Como quase tudo em minha vida, o fazer literário sempre foi muito aleatório, e só atentei para a necessidade de um nome artístico quando já havia feito um monte de coisas usando meu próprio nome.
Edson Bueno de Camargo não é um pseudônimo, assim como a pessoa e o poeta vivem se confundindo em suas identidades.
2. Há alguma diferença entre você, pessoa física, e o autor de seus livros, pessoa fictícia?
Às vezes penso que o sujeito que escreve não é o mesmo ser vivente do dia a dia, em outros momentos os dois se confundem.
Há diferenças terríveis entre as duas pessoas, e, no entanto, os caminhos das duas se cruzam o tempo todo.
II) Apontamentos de história sobrenatural
3. Voltemos ao seu passado – onde você nasceu, como foi a sua infância, importância dos pais na sua visão literária.
Nasci na cidade de Santo André, no Grande ABC, subúrbio da cidade de São Paulo, mas fui engendrado e gestado em Mauá, uma cidade vizinha. O meu ato de nascimento em Santo André deu-se por um acidente clínico, não havia maternidade na minha cidade, tive de nascer na vizinha.
Meu pai nasceu na roça, migrante mineiro, veio jovem para a cidade para ser peão de fábrica, semianalfabeto por muito tempo, incentivava os filhos a se educarem, dava muita importância a isto. Penso que nunca entendeu o que é o meu fazer poético, mas tem o maior orgulho de ter um filho escritor, seja lá o que for isto.
Minha mãe também veio do interior, fez até a quarta série, mas tinha o hábito da leitura que adquiriu com os pais, praticamente me alfabetizou antes da escola.
Creio que a necessidade de ler como se fosse respiração veio de minha mãe, uma leitura absolutamente eclética e empírica, o poeta surgiu por acumulação das leituras de infância.
III) Nosso testamento em cada poema
4. Que poema ou livro lhe arrebatou tanto para que se tornasse poeta? Quais são os seus autores modelo no mundo da literatura?
Havia no passado uma coleção que se vendia de porta em porta, uns micro-livros, onde eram publicados os poetas românticos brasileiros; meu tio tinha esta coleção para enfeitar a sala dele, mas li todos os livros da coleção, Castro Alves, Casimiro de Abreu, e tantos outros; além disso, minha avó materna tinha o hábito de declamar poesia de Olavo Bilac e Rui Barbosa, isso me despertou a curiosidade com a palavra poesia, e passei a ler tudo que se relacionava.
Um dia peguei um livro ao acaso na prateleira de uma livraria e papelaria que existia em Santo André, Papelaria Glória, que não existe mais, e abri uma página aleatoriamente e li um poema, o livro era de Ferreira Gullar, e o poema “Maio de 1964”,
“Na leiteira a tarde se reparte
em iogurtes, coalhadas, copos
de leite
e no espelho meu rosto.
São quatro horas da tarde,
em maio.”
lembro como se fosse hoje, tomei um choque, li um poema atrás do outro e, infelizmente, só depois de algum tempo consegui comprar este livro, naquela época não existia o Google para nos salvar nestas horas, e poesia em bibliotecas sempre foi escassa, mas foi uma epifania saber que se podia fazer poesia além da rima e da métrica, e além daquela chatice sem fim dos parnasianos. Eu tinha quatorze anos e descobri que havia um mundo todo a ser descoberto, a partir daí procurei novas leituras, e tive a felicidade de ser acolhido neste primeiro momento pela poesia de Cecília Meireles, Mário Quintana e Vinícius de Morais, comecei a poesia pela homeopatia antes de chegar a quimioterapia de um Piva, que adoro, mas é de necessário fôlego.
Acho que li de um tudo e falar de influências sempre será incompleto, mas posso afirmar que minha última fase tenho muito a agradecer ao Cláudio Willer, um pela poesia, e outro pela orientação, através dele cheguei a Herberto Helder, cuja leitura tem sido fundamental para mim.
Além do fato que, por muito tempo, fiquei isolado de qualquer grupo de estudos mais avançado ou dirigido, muitas das minhas leituras são tardias, não é raro conhecer algum autor brasileiro ou estrangeiro e me maravilhar diante de coisas que outras pessoas estão mais do que enfadadas, e isso ainda acontece o tempo todo, e para mim isto é muitas vezes uma experiência muito gratificante.
5. Diga como foi sua primeira experiência de criação poética.
Acredito que, como todo adolescente, comecei escrevendo grandes extravasamentos do eu, comiserações pessoais, e pastiche dos autores que eu considerava muito importantes, nada que se pudesse aproveitar muito. Como diz a Alice Ruiz, quase todos escrevem quando são adolescentes, alguns ficam adultos e param, outros nunca passam da puberdade e continuam a escrever por toda a vida.
Depois de absoluto fracasso com a métrica e a rima, optei pelos versos brancos e livres por parecerem mais fáceis de lidar. Sempre fui dono de uma boa retórica, e muito cedo, não necessariamente com sucesso, já tentava fazer alguma coisa diferente do lugar-comum.
Havia em meus primeiros versos uma grande preocupação social, uma necessidade de dizer diretamente as mazelas do povo etc., etc., época em que li muito Cardenal e Neruda, e comecei a voltar meus olhos e ouvidos para a cultura da América Latina.
IV) Gaveta de guardados
6. Indo alguns passos atrás no tempo, você já participou de outro grupo ou teve alguns amigos, com os quais trocava experiências poéticas?
Sim.
7. Se a resposta for sim: como se conheceram? Houve influência mútua? De que maneira ela alterou sua maneira de ver e fazer literatura?
Minha primeira experiência com um grupo, ainda na primeira juventude, foi um grupo de escritores de minha cidade, que se reuniam com o pomposo nome de Colégio Brasileiro de Poetas; foi uma vivência muito curta, pois entrei no grupo perto de seu fim. Depois disso, vivi um período de isolamento e muito pouca produtividade.
Só fui novamente entrar em contato com um grupo de escritores muitos anos mais tarde, já nos anos 2000, também em minha cidade, com um projeto para lá de ousado do poeta Guilherme Vidotto Filho, que criou a Oficina Aberta da Palavra, onde os poetas, escritores e artistas reunidos pretendiam desvelar a “alma oculta da cidade”, foi um período de grandes descobrimentos, e de muita coisa escrita; em 2007, este laboratório gerou um livro, do qual eu gosto muito, “De Lembranças e Fórmulas Mágicas”.
Em paralelo, passei a frequentar em Santo André a Casa da Palavra, onde entrei em contato através de oficinas da Escola Livre de Literatura com o poeta Cláudio Willer, e isso foi um divisor de águas para eu compreender exatamente o que eu queria com a poesia, ou o que a poesia queria comigo, foi um despertar místico literário.
V) Os pelos de uma lagarta
8. Como virou típico perguntarmos isso aos entrevistados, a fim de que vislumbrássemos uma rede de contatos e possíveis coincidências, você tem algum contato com nossos entrevistados anteriores (Pipol, Claudio Willer, Márcio Simões, Marco Aqueiva, Chiu Yi Chih, Celso de Alencar, Natália Barros e Antonio Ventura)? Como se deu tal contato? E nos revele como se dá a relação entre os poetas nos dias de hoje.
O Cláudio Willer, como já disse anteriormente, pelas oficinas literárias em Santo André, depois fomos nos encontrando em outras atividades, principalmente lançamentos de livros, leituras públicas de poesia e muitas conversas por e-mails; os outros autores da lista quase nas mesmas condições, podemos dizer que o Willer foi meu elo de ligação com muitos outros autores, muitos também pupilos dele. Com Celso de Alencar, acredito que a primeira vez que nos vimos pessoalmente foi através das Quintas Poéticas, e também muitas pessoas me foram apresentadas pelo poeta e amigo José Geraldo Neres.
Além de intenso contato virtual, e-mails, blogs, mídias sociais, a Internet tem sido um grande gerador de novas amizades e influências várias. Dado que nunca se pode descartar o livro como o principal conduto da poesia, o mundo virtual tem se revelado uma ótima ferramenta para contatos que de outro modo seriam muito custosos e complicados, através da rede temos saltado continentes e oceanos.
VI) O Linho e a Linha
9. Você está para lançar algum livro. Se sim, fale um pouco dele e, depois, revele se há alguma outra atividade que você cultiva que a gente não sabia e adoraria descobrir.
Está para sair pela Editora Patuá um livro de poesias, “a fome insaciável dos olhos”, com poesias escritas entre 2011 e 2012, poemas ainda com as relações místicas e do contato do sagrado com a palavra, um estilo profético de revelações de coisa nenhuma.
Estou preparando também um eBook, cujo lançamento será adiado por um certo tempo em virtude do compromisso com a editora, que sensatamente me pediu para não lançá-lo em concomitância com o outro. Seria inconveniente e anti-producente.
O livro pela Patuá sairá em meados de abril, e o eBook, lá pelo final do ano, ou pelo menos seis meses depois do lançamento do primeiro.
Além da literatura, tenho um pé nas artes plásticas, sou artepostalista e fotógrafo; tenho participado de algumas convocatórias e exposições de arte-postal em vários países e usado os multimeios para expor minhas fotografias.
10. Quais revistas literárias você acompanha ultimamente, seja da Internet ou impressas? Teria algumas sugestões para nós? Vê diferenças entre elas e as mais antigas?
Basicamente, sou um leitor virtual, gosto muito de ler a Zunái, Germina, Celuzlose, Laboratório de Poéticas, mallarmargens, Verbo 21, Cronópios, Confraria do Vento, a paranaense Macondo Literário, entre muitas e tantas, mas confesso que sou muito pouco afeito a ler teoria literária e me interesso mais pelos poetas e suas poesias.
Gosto muito da linguagem gráfica do fanzine, embora os que eu costumo ler são apenas os regionais e alguns que me chegam às mãos. Estou colecionando as plaquetes que são publicadas pelo CCSP e tenho gostado muito do que tem sido produzido e lido.
11. Como você vê a relação entre Universidade e poesia? Como anda a crítica literária dos portões acadêmicos para dentro? E para fora, algum sinal de vida?
Esta é uma pergunta complicada para responder, uma vez que não acompanho muito de perto esta relação; o que tenho ouvido em conferências e conversas é que há um gap entre o que está sendo produzido e o alcance do que está sendo estudado.
Sei que na grande mídia muito pouco se lê de novo, e muitas vezes cria-se a percepção que não existe de fato uma crítica, mas uma relação comercial entre as grandes editoras e os cadernos de leitura. Autores e cenas alternativas estão totalmente de fora.
Em compensação, sinto que há, e realmente há, uma grande efervescência de ideias e conceitos em órgãos alternativos, em especial na Internet, muitos blogs, embora em um emaranhado de informações, mas com muita fluência, e também em discussões muito férteis nas mídias sociais.
VII) No alto-mar das futuras combinações
12. Poesia existe fora da página em branco? O quanto ela influenciou o seu cotidiano, seu olhar diante do mundo ao redor?
Acredito piamente nisto, o papel é a última etapa da poesia, que primeiramente tem de ser vivenciada, apanhada com os olhos, experimentada em todos os paladares.
Tenho ministrado oficinas de criação literária em que o detalhe menos importante é a escrita propriamente dita, que deve ser consequência da experimentação e do acúmulo de leituras, mas com o viés da sensibilização para o poético do cotidiano, das coisas quase imperceptíveis que podem nos conduzir ao estado poético.
13. Como o poema nasce em você? Conte como é seu processo criativo.
Muitas vezes, para mim, o poema nasce de um insight, uma frase solta que me chega aos ouvidos, um primeiro verso que me causa um profundo estranhamento.
Este material é anotado em pequenos cadernos, papéis soltos que carrego nos bolsos, e ultimamente frases escritas no Facebook e Twitter; uma segunda etapa é resgatar estes escritos soltos e compilá-los, o processo de digitação serve como primeira depuração de muitas outras, aparar excessos, repetições, separar novos poemas que teimam em surgir no processo.
E, por último, uma boa correção ortográfica e gramatical, que só se completa com a primeira leitura por outras pessoas, em especial minha companheira, que tem sido minha primeira vítima.
14. Acha que o poema é um reflexo de sua personalidade? Você pensa como seus poemas?
Creio que seja, e não seja. Octávio Paz, em um ensaio muito interessante, lança a possibilidade de existir um outro dentro de nós que escreve o poema, então clinicamente com os remédios certos curar-se-ia a mania de ser poeta, mas isto não tem funcionado ao longo da História.
Há poemas e poemas, costumo dizer que a poesia é a minha maneira de lidar com o campo do sagrado, uma viagem xamânica; creio que seja impossível pensar como o poema; o poema é um lugar onde o eu se dilui completamente.
15. Quem é maior, você ou seu poema? Quem cresceu ao longo do tempo?
O poema, sem dúvida nenhuma; minha pessoa é um completo fracassado, venho de uma coleção de fracassos consideráveis, a pessoa Edson Bueno de Camargo é um absoluto ninguém, sem nada importante a contribuir para o progresso da humanidade, talvez, muito talvez o poeta algum dia seja considerado, se não for completamente esquecido.
Minha poesia tem se desenvolvido de forma muito interessante, tem criado autonomia, tem viajado a lugares onde nunca estarei, lida por muitas pessoas que não faço ideia quem são, tem me chegado de forma indireta como rumores, como se nunca tivesse tido alguma relação comigo.
O poema consegue ser sem mim, não sei se posso afirmar o contrário.
16. Já se lembrou de algum verso num momento inusitado? E já se surpreendeu com algum poema seu, fosse uma nova descoberta feita ou uma curiosa profecia?
Acontece o tempo todo, principalmente em trajetos longos de trem ou ônibus.
Tenho um poema absolutamente inédito, que me causou uma estranha impressão, onde descrevo um acidente aéreo, com fogo, chuva, e pessoas morrendo queimadas, que escrevi uma semana antes do acidente do voo TAM 3054 em Congonhas; não sei se há alguma relação, mas me soou profético.
17. O que te faz gostar de um poema? Como sabemos quando um poema é bom e quando é ruim?
O inusitado me atrai muito em um poema. O fora do senso comum, o que me causa estranhamento e principalmente o que me toca, aquele que por alguma razão repercute meu eu, com o poema que eu ainda não escrevi, aquele que me causa inveja, o poema que leio e digo que queria ter escrito, ou poderia ter muito bem escrito, porque conversou com meu íntimo. Ressoou com as minhas vibrações.
Para mim, um poema é bom quando se percebe uma preocupação do autor em construir algo novo, mesmo dentro da intertextualidade, algo autoral, na qual se perceba cuidado, trabalho e pesquisa. Embora estranhamente concluir que um poema é bom, não é necessariamente se aproximar dele de forma afetiva, gostar dele. Conheço bons poetas, pessoas que considero muito, que fazem uma ótima poesia, mas que por algum motivo não conhecido, não ressoam, não me atraem.
Faço uma ressalva que considero importante: existem poetas que são muito eficazes em emular uma boa poesia, se apoderar de uma fórmula mas que não conseguem escapar de uma análise crítica, ou mais, sempre causam a impressão de déjà-vu, de que já lemos aquilo antes em algum lugar.
18. Diga qual autor você sempre tem vontade de reler e aquele que só quer se esquecer de um dia ter lido.
Autores como Mário Quintana e Herberto Helder, estou a reler o tempo todo, e do que não gostei não precisei fazer nenhum esforço para esquecer.
19. Revele para nós um verso seu que você adora e outro, mera tentativa, que não saiu lá essas coisas...
Do poema “de um fragmento”, no meu livro “cabalísticos”, gostei muito de ter escrito isto:
“que ser homem é carregar a aspiração
de sempre retornar a úteros escuros
descer as mais profundas fendas e cavernas
e que morrer é se vestir de terra
para que uma mãe telúrica venha nos afagar os cabelos”
Foram muitos os versos fracassados, mas não consigo rejeitar nada do que escrevi, não acredito muito em revisionismos. Talvez algum verso que tente ser muito explicativo, em geral, fica inédito como esse:
“na hecatombe diária
não se espera
mas acontece
de nascer o Sol
que mal trespassa a grossa cortina
o algodão baço de fumo
fazer o café para fazer a manhã”
20. A sua poesia transmite uma simplicidade, talvez por causa da forma narrativa que a permeia, sem deixar de se mesclar a certas ousadias, numa hora, com recortes cinematográficos e experimentações estéticas, noutros momentos, repassada pela ironia pessimista de um Drummond. Qual a fórmula mágica dessa liga entre, digamos, Maiakóvski e Mario Quintana?
Um bom amigo, o poeta Jorge de Barros, brincando com minhas influências orientais, mormente a cultura japonesa, afirmou que meus poemas eram “a cerimônia do chá com pãezinhos de queijo servidos”; gostei muito desta definição, embora isto não aconteça necessariamente de propósito. Gosto de enxergar o maravilhoso e o inusitado inseridos cuidadosamente nas coisas cotidianas, gosto dos deuses vegetais, e de imaginar que um dia tudo o que fazemos como coisa corriqueira já foi um ato sagrado.
Gosto de lembrar Santa Teresa D’Ávila, uma poeta extática, antes de ser santa da igreja, que afirmava que “um dia as panelas da cozinha serão tão sagradas quanto os paramentos do altar”.
Creio que, por outro lado, a ironia venha de um pessimismo atávico com as coisas do mundo, de uma desilusão com o socialismo romântico e, ao mesmo tempo, não conseguir deixar de acreditar na utopia, permanecendo sempre em uma dicotomia.
21. Em que direção sua história poética aponta hoje? Preparando algum novo livro? Teria um poema inédito para os leitores mais curiosos?
Tenho caminhado para uma tentativa de refinamento, de síntese pela ideia e não pela estética, tenho voltado a escrever haicais, tenho fotografado insetos e pequenas flores, e depois escrito em cima desta temática, em uma tentativa de unir a palavra e a imagem, nem sempre com sucesso.
Um livro para sair pela Patuá, um eBook com poemas experimentais relativamente antigos, uma ideia fermentando de produzir um livro de artista, onde combine experimentações com texto e manipulação eletrônica de fotos.
Não planejo muito meus novos passos, gosto de deixar para a aleatoriedade, que é uma forma bonita de dizer que quase sempre estou completamente perdido.
Tenho bastante coisa inédita, mas reproduzo aqui os últimos poemas que escrevi, aliás dois haicais escritos em cima de fotografias:
“flores novas
a pitangueira trapaceia
o fim do verão”
“nespereira
flores brancas anunciam
o outono”
22. Você acha os poetas uns chatos? Eles querem ser difíceis demais? Como vê o meio literário atualmente?
Muito comprometedora esta pergunta, fico tentando imaginar o que pensam de mim. Poesia é um assunto que me encanta e me faz esquecer quase tudo, sou capaz de ficar por horas falando sobre este assunto, então, de fora, para quem não tem o mesmo encantamento, deve ser chato para caramba.
Toda a produção artística é muito narcisista, conheço muitas pessoas com um ego enorme e muito pouco talento, mas conheço os que são egoicos e são donos de uma boa produção, tendo a me irritar com os primeiros, mas nunca fecho a caixa de diálogo, pois todos sempre têm algo para nos ensinar.
Irrita-me o pedantismo de algumas pessoas do meio artístico, da falta de conteúdo, de indisfarçáveis preconceitos pessoais permeando as palavras, de um querer ser, sem realmente ser, sendo que quase sempre esta arrogância é um bom disfarce para a falta de competência e talento.
E, por fim, existem poetas profundamente generosos e profícuos, pessoas com quem aprendemos o tempo todo e que nos maravilham com suas palavras, verdadeiros mestres.
O meio literário, via de regra, é um complexo de “panelinhas”, com intrincados emaranhados, mas que só repetem um modelo antigo, mas quando não foi assim?
Gosto muito do uso dos multimeios, mídias sociais, onde existe uma democracia anárquica, quase uma bagunça, mas onde um bom leitor e um ouvinte atento irão perceber que a arte é pululante, e é muito maior que nós e nossas mesquinharias, sendo muito cruel, Fernando Pessoa foi o segundo lugar em um concurso de poesia que o revelou para o mundo: quem se lembra do nome do primeiro lugar?
Existem coisas que só o tempo histórico é capaz de revelar.
23. Que poesia é possível hoje? Toda poesia é válida?
Toda a poesia é possível e necessária; a pós-modernidade abre espaço para todas as manifestações possíveis da arte, encanta-me o ultramoderno, o experimentalismo, ao lado do canto sertanejo, da poesia popular, e acredito que uma manifestação não prescinda da outra.
Não consigo ver uma cultura como algo binário, o novo não nega o velho, se completa, se confunde, se amalgama.
Não posso falar pelo mundo, mas, para mim, a poesia não só é possível e válida, ela é imprescindível e necessária.
Março de 2013



Mãos à obra-prima!