08/03/2012

Música Fábula Cantada / de e por O.Heinze

Fábula Cantada
(letra e música de O.Heinze)

Fui a pé até um ponto de aluguel
e aluguei um alazão alado
me mandei pras bandas do outro lado
onde as coisas são livres de si.

No vale das cores o realejo das flores
sorteou que meu amor virá me resgatar;
na nuvem da maior paz o anjo da luz lilás
passou qual é a senha das portas sem problema.

Ao regressar o cavalo cansou
parando para repousar na lua
e de lá olhei a minha rua
notando o quanto ela estava triste.

Pedi ao dragão da lua que enviasse à minha rua
energias de grande festa, gente feliz a beça;
e que os foliões levassem apitos e balões
e os doces palhaços flores e abraços.

Nesse meio tempo o cavalo acordou
e respeitosamente perguntou
se o senhor dragão poderia conceder
também alguns pedidos para ele.

Pois também queria fazer festa, ir na rua ouvir seresta,
brincar com as crianças, participar das danças;
ver fogos de artifícios, circenses nos exercícios,
confetes e serpentinas, mágicos e bailarinas.

Então o dragão realizou todos pedidos
e a rua virou um palco colorido;
e é isso que por ora tenho pra contar
desse dia em que eu vivi no meu sonhar...

lá lá lá lá lá lá lá...

video

08/02/2012

Beto e Alfa




Beto e Alfa
no lugar de rocinante
carregam cavaleiro andante

outro Borges
outra biblioteca
pelos campos e prados
as letras os burritos carregam

não há a donzela Dulcineia
em sua galopante epopeia
nem mesmo galante armadura

o professor sem lança
e com um livro
por empunhadura









http://educaciondealtaconciencia.wordpress.com/2011/05/06/admirable-ejemplo-biblioburro/

29/01/2012

Quadro: "Entre céu e inferno" de O.Heinze


Sonhos, desejos, fantasias, enfim, o impalpável é tão surpreendente e etéreo que parece incapturável. Entretanto a literatura leva isto tudo de um indivíduo para outro através de uma ponte de palavras e o imaterial tem mais poder que a realidade...

O.Heinze

25/01/2012

Músico e Sociólogo Carlos Benethi no Talk Show - JustTV - 24/01/12



Assista Tv Pela internet, http://www.justtv.com.br

Carlos Benethi é cantor, compositor e formado em Sociologia e História. Sua formação acadêmica influencia diretamente sua obra, revelando letras com questionamentos sociais e comportamentais. Em fase de produção de seu segundo CD independente, Carlos fala um pouco de sua trajetória, além de mostrar um pouco de sua arte.

Programa transmitido ao vivo todas às terças às 21h no http://www.justtv.com.br

Programa exibido dia 24/01/12 Oferecimento: http://www.Goorila.com.br

07/12/2011

Alguma praga da modernidade?




A Bíblia é um livro tão bem escrito, de uma grande poética, e tem os vedas e tantos textos sagrados com poemas de moer os olhos em lágrimas, sacar o coração de seu delgado espaço, mas qual; por que será que seus reescrevedores são tão ruins? Alguma praga da modernidade?

Já repararam como textos com fundo moral ou religiosos, das formatações ridículas em PPS, estragando o nome de bons poetas revelando o pior que escreveram, são muito mal elaborados, de uma quase infantilidade. Os textos dos consertadores do mundo são muito mal escritos, lugar comum e piegas.

(Leiam mais meus amigos, criem repertório, sou um campo vazio de religião e com sede de poesia. Convençam-me, mas com algo que não me doa aos ouvidos. )

22/11/2011

Considerações sobre as Leituras de Roberto Piva





Dia 16 de novembro foi realizada uma leitura de poemas de Roberto Piva no Centro Cultural São Paulo, onde tive o prazer e a honra de ser um dos leitores, de um poeta, que antes de ser apenas um esteta, e foi um muito bom, vivenciou suas palavras, por mais incômodo que isto pudesse causar em estômagos delicados.

A poesia de Piva não é para os salões chiques e desinfetados, e ainda hoje passados muitos anos das suas primeiras publicações ainda causam enjôo naqueles que esperam da poesia florzinhas e coraçõezinhos. A palavra é uma arma desintegradora na mão dos inconformados, “uma metralhadora em estado de graça”; e os poetas que causam engulhos e moléstia, tem o destino certo do esquecimento midiático. Mas nós lembramos. Não esqueceremos.

Estávamos lá, no espaço público, prestando a nossa homenagem, da melhor forma que se pode fazer a um poeta, com a leitura de seus poemas, a recriar em nossas almas, o clima fértil das imagens de trovão e fogo, a retumbar nas estruturas de aço. Sinto que faltaram tambores, para que em uma gira louca recriássemos seu espírito, que como caboclo louco fincasse os pés naquele terreiro, também o poeta, com seus vaticínios apocalípticos, de que a extinção do urso polar precedia a da humanidade e Dante Alighieri já havia previsto isto na Divina Comédia, tudo naquele terreno tornado sagrado e tomado à poesia.

Ali se fizeram presentes os totens da terra, do fogo, da água e do ar. Ali se riscaram as linhas do norte, do sul, do leste e do oeste.

Ali estivemos todos, e digo, é necessário que se repita este ato.



Para arrematar. cometi uma pequena gafe em minha fala ao chamar o Piva de Wila, justo, afinal foi Cláudio Willer que me apresentou Roberto Piva, e se tornaram meus dois grandes mestres. Ato falho segundo Freud é a verdade que aflora do subconsciente. 





( "Um Estrangeiro na Legião: Leituras de Roberto Piva" Festival Mix Brasil - Clube de leitura de poesia
dia 16 de novembro, das 19h30 às 21h, na Sala Adoniran Barbosa do Centro Cultural São Paulo.
)

08/11/2011

Um estrangeiro na legião: leituras de Roberto Piva

Um estrangeiro na legião: leituras de Roberto Piva




Festival Mix Brasil - Clube de leitura de poesia

dia 16/11 - quarta

das 19h30 às 21h30 Um estrangeiro na legião: leituras de Roberto Piva
poetas convidados: Claudio Willer, Ruy Proença, Marcelo Montenegro, Dirceu Villa, Neuzza Pinheiro, Edson Bueno de Camargo, Marcelo Ariel, Roberto Bicelli, Edson Cruz, Rubens Jardim, Celso Alencar, Roberta Ferraz, Natália de Barros, Paulo Ortiz, Chiu Yi Chih, Gabriel Kolyniak, Victor Del Franco, Alex Dias, Luís Serguilha, José Geraldo Neres, Andréa Catrópa e Rita Alves

Recital dedicado a um dos poetas mais criativos da literatura brasileira da segunda metade do século XX, Roberto Piva (1937-2010), que em sua obra poética abordou temas como a ecologia, o xamanismo, a diversidade sexual e novas formas de percepção da realidade.

Ingressos: R$1,00 - venda de ingressos: na bilheteria (terça a domingo, das 10h às 22h), somente na semana da apresentação
Sala Adoniran Barbosa

02/11/2011

Sarau e divulgação dos resultados do 6º Concurso UniABC de Poesia



A Taba de Corumbê participa da semana de atividades Cursos de História e Letras da UniABC.



http://www.jornaltemporeal.com/2011/10/21/cursos-de-historia-e-letras-da-uniabc-realizam-semana-de-atividades/





A programação conta com palestras sobre o Brasil e a América Latina; democracia linguística; a África no Brasil por meio da organização léxico-textual do povo Yorùbá; linguagem e nazismo; arte, cultura e educação; entre outros temas. Além das palestras, terão apresentações de canções, leitura dramática, sarau e divulgação dos resultados do 6º Concurso UniABC de Poesia, com participação especial do grupo de poetas “Taba de Corumbé”.


28 de outubro (sexta-feira)

Mediadores: Prof. Ms. Flavio Botton e Profa. Dra. Fernanda Verdasca Botton

Sarau e divulgação dos resultados do 6º Concurso UniABC de Poesia

Participação especial do Grupo de poetas “Taba de Corumbé”




Serviço:
Semana de História e Letras
Data: 24 a 29 de outubro
Local: Universidade do Grande ABC (UniABC)
Endereço: Avenida Industrial, 3.330 – Bairro Campestre – Santo André/SP
Informações: (11) 4991-9100
Entrada gratuita

20/09/2011

Poesia é sangue nas veias a correr...



Poesia é agua

que escorrendo molha boca seca.

É brisa que acaricia

de leve eriçando os pelos.

Poesia e semente de fruto maduro

que na terra e loto trata

de germinar.

É pólen de flor

que as ave carrega

por onde seu caminho for.

Poesia é sangue que corre

quente na veia

de quem não pediu pra nascer.

Poesia sou eu

é você que nesse

momento parou aqui pra ler.

Poesia é esperança, verdade,

é saudade,

é paixão disfarçada;

E´ canção de ninar de todo aquele

que se perde

de amor...


Catiaho Reflexo d'Alma entre sonhos e delírios

1949 de 1909011 Para o querido poeta Manoel Hélio que

sem saber me inspirou a compor esse poema..

http://reflexodalma.blogspot.com/2011/09/poesia-e-sangue-nas-veias-correr.html, publicado 19/09/2011, acessado 20/09/2011.

14/09/2011

Cenas Literárias 2011 - Mauá - SP

Cenas Literárias 2011


Cenas Literárias 2011  - dentro do III Encontro de Teatro de Mauá

Palestra com o Dramaturgo, Ator e Poeta Mario Bortolotto no dia 21 de setembro às 19 horas, 


Palestra com  Dalila Teles Veras, Jurema Barreto de Souza e Edson Bueno de Camargo, às 19 horas no dia 22 de setembro. 

No dia 24 de setembro, sábado às 14 horas, a Oficina de Manufatura de Livros através do Método Japonês, por Cláudia Brino e Vieira Vivo.

Solicitem seus ingressos pelo e-mail: difusão.teatromunicipal@ma
ua.sp.gov.br ou através do  e-mail: simone.bello@ig.com.br 
 
Local - Museu Barão de Mauá -
Casa bandeirista do início do século XVIII, construída em taipa de pilão, com alpendre, sótão e telhado de duas águas. Atualmente abriga o Museu Barão de Mauá, em homenagem a Irineu Evangelista de Sousa, pioneiro da industrialização no Brasil.


Rua Dr. Getúlio Vargas, 276 – Vila Guarani – Mauá - SP

 
Horário para visitação: Segunda a sábado, das 9h às 16h


Informações, agendamento de visitas e inscrições para oficinas e cursos pelos telefones 4519-4011 ou 4519-6456

Cenas Literárias 2011 - Mauá - SP

17/08/2011

TV ORKUT - HORA MARCADA



O poeta Manoel Hélio será o entrevistado desta quinta-feira (18/08/2011) do Programa Hora Marcada apresentação de Roberto Ferrari às 19h00.


Assista na
www.tvorkut.com.br



02/08/2011

POETA <-> meu camarada Manoel (30 anos) Hélio



*Attilio Imbroisi Filho


Translúcido de uma opacidade intrigante,
ser estável de cérebro itinerante
aonde todos se fixam se torna retirante.
Airoso, garboso, de simplicidade comovente,
pungente de fácil chegar ao riso.
Ciso? Talvez nenhum tenha,
mas em letras tem solidez da penha,
confronta a dialética,
até muda-lhe a estética.
Esse ser tudo pode, pois tudo rima
e é nessa eterna esgrima que faz dá lágrima faca afiada,
faz da prece alma imolada
faz do sorriso cicatriz a enfeitar o rosto.
Na verdade das letras é grande atleta,
não me poderia furtar a homenagem ,
a esse amigo de muitas paragens,
só me resta então dizer, parabéns poeta...

*Attilio Imbroisi Filho é poeta e colaborador do blog TRIBUNA ESCRITA.

http://tribunaescrita.blogspot.com/2011/08/poeta-meu-camarada-manoel-30-anos-helio.html, publicado 02/08/2011, acessado 02/08/2011.

28/07/2011

BABEL Poética Ano I, n.º 1 – Novembro/Dezembro de 2010


BABEL Poética
Ano I, n.º 1 – Novembro/Dezembro de 2010

Copyright © dos editores e dos autores BABEL Poética ISSN N.º 2179-3662 é uma edição especial de BABEL – Revista de Poesia, Tradução e Crítica, ISSN N.º 1518-4005, contemplada em 1.º lugar no Edital Cultura e Pensamento 2009/2010 do Ministério da Cultura para publicação de revistas culturais.



Babel Poética - Poesia na Era Lula

BABEL Poética Ano I, n.º 2 – abril/maio de 2011


BABEL Poética
Ano I, n.º 2 – abril/maio de 2011

Copyright © dos editores e dos autores BABEL Poética ISSN N.º 2179-3662 é uma edição especial de BABEL – Revista de Poesia, Tradução e Crítica, ISSN N.º 1518-4005, contemplada em 1.º lugar no Edital Cultura e Pensamento 2009/2010 do Ministério da Cultura para publicação de revistas culturais.

http://issuu.com/babelpoetica/docs/babel_poetica2


Babel Poética - LUGARES ONDE SE PASSA A VIDA

ASSEMBLEIA GERAL DOS SERVIDORES NO PAÇO MUNICIPAL (27/07/2011)

06/07/2011

Prêmio OFF FLIP de Literatura



http://www.publishnews.com.br/telas/noticias/detalhes.aspx?id=64059

"Em sua 6ª edição, o Prêmio OFF FLIP de Literatura vai premiar os poetas Aparecida Alves Meira Leite (SP)", momento de absoluto puxa_saquismo e bairrismo de minha parte, a Aparecida é a terceira mauaense (quem mora em Mauá- SP) a receber o Prêmio Off Flip e a segunda a receber em primeiro lugar. Minha cidade é uma bomba-relógio social, uma obra prima da destruição urbana do "milagre brasileiro", prima pobre do grande ABC, mas na poesia somos todos grandes.

28/06/2011

A POESIA



(Fragmento de uma conferência pronunciada em Madri, em 1921)

Além da significação gramatical da linguagem existe outra, uma significação mágica, que é a única que nos interessa. Uma é a linguagem objetiva que serve para nomear as coisas do mundo sem apartá-las de sua qualidade de inventário; a outra rompe esta norma convencional, e nela as palavras perdem sua representação estrita para adquirir outra mais profunda e como que rodeada de uma aura luminosa, que deve elevar o leitor do plano habitual e envolvê-lo numa atmosfera encantada.
Em todas as coisas há uma palavra interna, uma palavra latente e que está debaixo da palavra que as designa. Esta é a palavra que o poeta deve descobrir.
A poesia é o vocábulo virgem de todo preconceito; o verbo criado e criador, a palavra recém-nascida. Ela se desenvolve na primeira aurora do mundo. Sua precisão não consiste em denominar as coisas, mas sim em não afastar-se da aurora.
Seu vocábulo é infinito porque ela não crê na certeza, e sim nas probabilidades. E seu papel é converter as probabilidades em certeza. Seu valor está marcado pela distância que vai entre o que vemos e o que imaginamos. Para ela não há passado nem futuro.
O poeta cria, fora do mundo que existe, o que deveria existir. Eu tenho o direito de querer ver uma flor que anda ou um rebanho de ovelhas atravessando o arco-íris, e quem quiser me negar esse direito ou limitar o campo de minhas visões deve ser considerado um simples inepto.
O poeta faz mudar de vida as coisas da Natureza, recolhe com sua rede tudo aquilo que se move no caos do inonimado, estende fios elétricos entre as palavras e ilumina subitamente rincões desconhecidos, e todo esse mundo estoura em fantasmas inesperados.
O valor da linguagem da poesia está na razão direta de seu afastamento da linguagem que se fala. Isto é o que o vulgo não pode compreender, porque não quer aceitar que o poeta trate de exprimir apenas o inexprimível. A outra fica para os vizinhos da cidade. O leitor comum não se dá conta de que o mundo passa ao largo do valor das palavras, que resta sempre um mais além da vista humana, um campo imenso livre das fórmulas do tráfico diário.
A Poesia é um desafio à Razão, porque é a única razão possível. A Poesia não pode nos induzir ao erro, porque a poesia é, enquanto a razão está sendo.
A Poesia está antes do princípio do homem e depois do fim do homem. Ela é a linguagem do Paraíso e a linguagem do Juízo Final, ela ordenha os úberes da eternidade, ela é intangível como o tabu do céu.
A Poesia é a linguagem do Paraíso. Por isso, apenas os que trazem a lembrança daquele tempo, apenas os que não esqueceram os vagidos do parto universal nem os sons do mundo recém-criado, são poetas. As células do poeta estão juntadas na primeira dor e guardam o ritmo do primeiro espasmo. Na garganta do poeta o universo busca sua voz, uma voz imortal.
O poeta representa o drama angustioso que se realiza entre o mundo e o cérebro humano, entre o mundo e sua representação. Quem não tiver sentido o drama que se desenrola entre a coisa e a palavra não poderá me compreender.
O poeta conhece o eco dos chamados das coisas às palavras, vê os laços sutis que se estendem as coisas entre si, ouve as vozes secretas que lançam umas às outras palavras separadas por distâncias incomensuráveis. Faz se darem as mãos vocábulos inimigos desde o princípio do mundo, agrupa-os e os obriga a andar em seu rebanho por mais rebeldes que sejam, descobre as alusões mais misteriosas do verbo e as condensa em um plano superior, entretece-as em seu discurso, onde o arbitrário passa a ter um papel encantatório. Ali tudo cobra força nova, e pode assim penetrar na carne e dar febre à alma. Ali se acha esse tremor ardente da palavra interna que abre o cérebro do leitor e lhe dá asas e o transporta a um plano superior, elevando-o de categoria. Então se apodera da alma a fascinação misteriosa e a tremenda majestade.
As palavras têm um gênio recôndito, um passado mágico que somente o poeta sabe descobrir, porque ele sempre volta à fonte.
A linguagem se converte em um cerimonial de esconjuro e se apresenta na luminosidade de sua nudez inicial, alheia a todo vestuário convencional fixado de antemão.
Toda poesia válida tende ao limite último da imaginação. E não só da imaginação mas do espírito mesmo, porque a poesia não é outra coisa senão o último horizonte, que é, por sua vez, a aresta onde os extremos se tocam, onde se confundem os chamados contrários. Ao chegar a esse limite final, o encadeamento habitual dos fenômenos rompe sua lógica e no outro lado, onde começam as terras do poeta, a cadeia se desfaz em uma lógica nova.
O poeta vos oferece a mão para conduzir-vos além do último horizonte, acima do cume da pirâmide, nesse campo que se estende além do verdadeiro e do falso, além da vida e da morte, além do espaço e do tempo, além da razão e da fantasia, além do espírito e da matéria.
Ali plantou a árvore de seus olhos e a partir dali contempla o mundo, a partir dali vos fala e vos descobre os segredos do mundo.
Há em sua garganta um incêndio inextinguível.
Há também esse balanço de mar entre duas estrelas.
E há esse Fiat Lux que leva cravado na língua.

Vicente Huidobro - Altazor e Outros Poemas - Art Editora Ltda

Tradução: Antonio Risério e Paulo César Souza

07/06/2011

Diario do Grande ABC 06/06/2011 - Sete Cidades - página 2


Saiu uma nota sobre o livro "cabalísticos" Coleção Orpheu, na coluna Memória, caderno 7 Cidades página 2, do jornal Diário do Grande ABC.  Para mim um espaço muito importante, agradeço ao jornalista Ademir Medici, por sempre dar uma força aos escritores da região. O ABC paulista faz mais que automóveis, faz poesia também.

05/06/2011

Tunico Vieira | Video Log 18/05/2011

"Muitos projetos, requerimentos e indicações votados na sessão de hoje, mas destaco a participação dos oficiais administrativos que vieram à tribuna para justas reivindicações.
Para quem não conhece, os oficiais administrativos exercem funções essenciais no serviço público e têm sido desprestigiados nos últimos anos. Acompanhe esta luta honesta por equiparação salarial e plano de carreira." (Vereador Tunico Vieira)

02/06/2011

FABRÍCIO RAMOS COM EXCLUSIVIDADE PARA O TRIBUNA ESCRITA



Tribuna Escrita - Quem é Fabrício Ramos?

Fabrício Ramos – Fabrício Ramos é um pernambucano da cidade de Triunfo que aos 8 anos mudou-se pra Recife e lá teve um contato mais profundo com o mar, com a dita “música urbana” e também com todas as malícias, mistérios e surpresas da cidade grande. Acredito que sou um porta voz do povo que usa a música como a sua principal arma...sou amor, sou política, sonhos e muitas realidades, sou o desconhecido e também , muitas vezes, o que pode te surpreender.



TE - Como você define o seu trabalho musical?

FR – Meu trabalho musical é, como sempre digo, uma mistura de ritmos. Cresci ouvindo frevo, forró e MPB ,Gonzagão, Jackson do Pandeiro,Clara Nunes, Reginaldo Rossi, Zé Ramalho, Alceu Valença, Elba Ramalho, ícones da música brasileira que eu sempre ouvia e ouço ainda hoje. Quando mudei pra Recife, passei a ouvir Blues,Jazz, Rock. Isso tudo me fez ter uma escola muito forte musicalmente...desde a Orquestra Isaías Lima lá em Triunfo até os tambores do maracatu de Naná Vasconcelos, em Recife. É difícil definir o meu trabalho por isso achei um termo legal que é Música Pensante Brasileira.


TE - Qual o show que você fez que teve um significado especial para a sua vida?

FR – É difícil responder isso porque todos os shows que faço, independentemente do local, têm um significado especial. Acredito que o show de Hamamatsu, no Japão, pode ter tido um significado maior por se tratar de um país totalmente diferente e de ter pessoas cantando minhas músicas no show...Talvez o primeiro show que fiz em Triunfo também, assim como o festival Vozes da Cidade quando todo teatro Cacilda Becker me aplaudiu de pé em São Bernardo do Campo. Acho que cada show tem um significado especial .




TE - Como é fazer História?

FR – Essa pergunta acaba tendo um duplo sentido. Sou estudante de História numa tradicional faculdade em São Paulo e é um sonho sendo realizado. Sempre gostei e está sendo ótimo poder viver este sonho e conhecer mais do meu país e do mundo também, sem falar no contato diário com profissionais competentíssimos que acabam transmitindo um conhecimento maravilhoso e desta forma acabo por descobrir mundos paralelos ao que somos acostumados e obrigados a viver diariamente. Por outro lado a pergunta também acaba tendo uma conotação de “Fazer História” , não sei se foi essa sua intenção mas vamos lá; todos fazemos história de alguma forma, o seu blog faz história publicando notícias, entrevistas etc, o ator faz história atuando e imortalizando um personagem e eu faço história através da minha música que nada mais é do que um elo de ligação entre os sentimentos implícitos e o microfone que é a grande arma, onde posso tornar explícita a minha eterna luta.



TE - Neste turbilhão de atividades e emoções como fica o AMOR?

FR – Sempre fui um cara que viveu o amor de alguma forma...seja com a família, amigos, amor ao trabalho ou em relacionamentos que tive. Acredito que esse turbilhão de atividades não atrapalha, ele só me dá mais vontade de estar bem e de fazer o bem. Amar é algo muito difícil. Hoje em dia a palavra amor não é mais usada em momentos especiais ou até mesmo dependendo do momento nem precisaria ser usada porque amor não precisa ser transformado em verbos, amor precisa ser praticado e hoje em dia a palavra e o próprio significado de amor pra algumas pessoas estão banalizados. Vivo um momento ótimo da minha vida em todos os sentidos, inclusive no amor.



TE - Em poucas palavras como foi o impacto de Raul Seixas em sua vida?

FR – O impacto de Raul causou uma “metamorfose ambulante” na minha vida.



TE - Qual o projeto musical que você está trabalhando agora?

FR – Estou na fase de captação de recursos, pra ser mais claro, buscando patrocínio para o meu segundo cd de estúdio, pois tenho mais de 70 músicas prontas e acredito que estou no momento certo pra gravá-las, mais amadurecido e com muitas idéias na cabeça. Tenho também um projeto de literatura de cordel que quero lançar até o final do ano e um livro de poesias que estou trabalhando com mais calma e sem data para lançamento.



TE - O que representa Edinho Gadelha hoje em sua vida musical?

FR – Eu sempre trabalhei com músicos de muita competência musical e profissional, desde a banda de apoio para a gravação do meu primeiro cd de estúdio lá em Recife, em 2004. Aqui em São Paulo não poderia ser diferente, Edinho Gadelha veio somar, pois é um excelente guitarrista e violeiro, além de compositor também. Ele representa a minha luta de sempre ter bons músicos comigo no palco.



TE - Qual é a sua avaliação desta entrevista via e-mail em uma escala de 0 a 100?

FR – com certeza 100



TE - Escreva as suas considerações finais, desde já agradeço à você por esta entrevista via e-mail. O meu muito obrigado!

FR – Bom, em primeiro lugar, quero agradecer muito o espaço que o blog “Tribuna Escrita” tem me dado sempre. Manoel Hélio, lhe agradeço de coração, mais uma vez, pela força, carinho e respeito que você tem comigo e com o meu trabalho. Quero agradecer também aos blogueiros que sempre postam minhas entrevistas ampliando ainda mais a divulgação do meu som, das minhas mensagens e da minha luta como artista independente na grande “teia” virtual. Gostaria de deixar o meu site para que os leitores possam acompanhar minha agenda, ver as fotos e um monte de coisa legal que tem lá, o site é
www.fabricioramos.com . Vida longa ao “Tribuna Escrita” , um forte abraço e muita Paz a todos vocês. Obrigado!



http://tribunaescrita.blogspot.com/2011/05/fabricio-ramos-com-exclusividade-para-o.html, publicado 30/05/2011, acessado 02/06/2011.

29/05/2011

NARRATIVAS VISUAIS DO ABC (MILTON SANTOS - CINEASTA)


NARRATIVAS VISUAIS DO ABC (MILTON SANTOS - CINEASTA) por TRIBUNAESCRITA no Videolog.tv.

HILDEBRANDO PAFUNDI






HILDEBRANDO PAFUNDI por TRIBUNAESCRITA no Videolog.tv.




O poeta Manoel Hélio entrevista Hildebrando Pafundi que é escritor, jornalista, contista e cronista. Membro da Academia de Letras da Grande São Paulo, da União Brasileira de Escritores (UBE-SP) e outras entidades. Tem quatro livros publicados.

28/05/2011

Nota de falecimento.





Estamos em luto pelo  falecimento do amigo e grande companheiro -  Mauri Chiozzani – pintor de talento e capista da Taba de Corumbê.

Está sendo velado no cemitério Vale dos Pinheirais.
(Av. dos Manacás, 1400 - Jd. Primavera - Mauá – SP)

Seu corpo será sepultado às 15h00 no Cemitério do Santa Lídia.

( R. Três Américas, 214 - Mauá-SP)

27/05/2011

catedral de giz




Edson Bueno de Camargo


1

sólido silêncio
catedral de giz
esqueletos microscópicos calcinados
de tempo
até a cal

estuque a suster paredes eremitas
herméticas e hermafroditas
(o ápice da perfeição de dois mundos)

nada a dizer ao
canto do galo
de bronze
sobre a velha igreja barroca
e o tinir do sino oco do mundo
os metais vazios e seus dedos sangrentos
e gangrenados

o sol a pino
seca as sementes de amanhã e de toda a esperança
as calçadas divagam solas de sapato
e bitucas de cigarro

o vento mede as distancias
entre o sol e a terra e a terra e a lua
por duas vezes

grãos de areia contados em estrelas
e cisternas secas
e potes astecas quebrados

2

um cão corta o passeio
com feridas abertas
com lástimas de morte e saudades

um cão serpente
escamas lustras
de olhos luzidios
come os cabelos
do pesadelo

um cão menor
morto
jaz nas esquinas de água azul
como água fervendo

3

olhos de opala
(de mil cores brilhantes e vibrantes)
caleidoscópio de raízes e bétulas
espectro luminoso de toda a criação

4

ainda assim
corre todos os dias à espera

a estrada é a mesma de antes
ainda escorre o sangue abissal
dos dias ocos

beija a pálpebra com toda a pestilência
e é possível amar aqui
sobre os trapos rotos
que se transformaram estes dias
para todo o sempre e agora


Almas sem pássaros


Um simples piado de pássaro

no vazio das pradarias

carrega toda eternidade

da ancestralidade.

Porém, há quem o troque

pela fração de segundo

do disparo da arma.

Um fogo maldito, curto,

no incêndio da pólvora,

mas quase interminável

quando da consciência da alma.

Pobres almas sem pássaros

mal se conseguem arrastar.

Que dirá levantar o voo

para ares dos anjos leves

que voam não pelas asas,

mas pela levitação no amor...



Osvaldo Heinze

VALDERI ANTÃO, O VALDO.


VALDERI ANTÃO, O VALDO. por TRIBUNAESCRITA no Videolog.tv.


O poeta Manoel Hélio entrevista o professor e pesquisador Valderi Antão, o Valdo (26/05/2011) em Diadema, SP.