16 de dez de 2009

Numerologia

A numerologia é um dos pilares do vai saber, junto com outras tantas verdades que ninguém acredita. Todas elas têm como referência, o horóscopo, que ninguém acredita, mas todo mundo consulta, como se fosse a integridade moral do Suplicy- ninguém confirma uma falcatrua dele, mas todos já esperam o dia que a verdade vai aparecer. Se ele morrer sem um indiciozinho de roubo será como a perda da copa do mundo para Guiné-Bissau.

O horóscopo é o pilar central dessas ciências sem comprovação, em torno temos a numerologia, a psicanálise, a macumba no pé do poste, a mágica- sim a mágica é a verdade que os olhos não querem ver ou a mentira que o cérebro quer acreditar. E sobre todo o palácio dessas ciências está a astrologia, que ninguém questiona porque ninguém sabe como funciona. E é ela que abastece suas súditas, onde o maior destaque fica com a numerologia.

A numerologia é, é, é algo que eu mesmo não sei explicar- e não é por burrice desse rapaz metido a intelectual- até porque o jogo do bicho eu entendo. Tudo bem que o jogo do bicho nasceu no Rio de Janeiro e não se podem esperar grandes criações científicas - desculpas enviadas ao céu em nome de Oswaldo Cruz, dessa cidade onde as pessoas sabem mais sobre o título de 1987 do Flamengo do que sobre a regra de três.

Eu em minha breve experiência de vida me tornei um ser receoso quanto à numerologia. As formas para se explicar como os números se combinam e o que isso significa são tão complexas que eu penso que os numerólogos têm curso superior com pós-graduação em cálculo integral, ou então o Bill Gates é cigano e criou um software próprio para o assunto. Meu maior medo é com relação aos problemas e não com as soluções que a numerologia pode gerar, e tudo isso por conta de um amor que foi rompido pela numerologia, ou por um trabalho de alguma mulher invejosa- outra coisa que ninguém confirma que existe. Mas que segue abaixo:

Um amigo meu o Marcão Gigolô, tinha esse apelido sabe-se já por que, era um grande apreciador de bordéis. Não há na vida de um homem, mas homem com H, uma fase em que ele não tenha apreciado as melhores coisas da vida- cerveja, futebol e mulheres fáceis- as últimas custando bem mais do que as amizades podem ajudar.

O Marcão foi um desses e que freqüentava com a gente os maiores e melhores bordéis que o nosso salário- menor que o mínimo- podia pagar. Sendo assim encontrávamos mulheres fantásticas, que tinham o melhor pra oferecer por um preço bem bacana, ótimo para quem acredita no Frank Aguiar, lavou tá novo e ainda vinham com experiência de vida grátis. Na pior das hipóteses a gente podia ir para alguma casa vazia, comprar cerveja e ficar batendo papo até a porta de algum quarto se fechar e ninguém falar mais nada.

Mas tudo isso dependia de amizades conquistadas na base de muitos passeios noturnos, os primeiros pagos mas que se tornavam verdadeiros romances com o passar do tempo e a fidelidade, afinal (com o perdão da expressão) putas também amam. E exigem fidelidade, garantindo ótimo retorno e cafunés enquanto acendem o cigarro no quarto.

Marcão foi o mais ávido namorador do nosso grupo, não saía de uma noite sem uma namorada. E foi numa dessas noites enquanto a gente ia encontrar algumas amigas que uma dessas namoradas, residente da grande boate 735 ligou pra ele: - Alô, oi meu bem, tamos indo já! Como?! Atrasado? Não, é que a gente tava esperando o Correia. Ah sim a gente já tá chegando... Tamos pertinho do DOZE!!! - O que, como assim eu tenho outra... lógico que não!!! Eu falei que a gente tá indo pro doze, qual o problema? - Como??? 7 mais 3 mais 5 não é doze??? É quinze??? não é o que você tá pens.... TUTUTUTUTUTU

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