8 de fev de 2008

DOIS CORAÇÕES

A cada vez que partires,
Para um ponto que te leve
Daqui pra lá,
Sinta o tempo pulsar.
E no pulsar do tempo, com um pouco de esforço,
Poderás sentir tantas maravilhas,
Tanto caos, tanto pó, tanta calma.
E por mais que esse tempo abrigue
A fome, a discórdia, o medo,
Nesse mesmo tempo pulsa,
Ai e cá, fortes e impetuosos,
Dois corações, duas almas,
Dois órgãos que pulsam
Física e etereamente,
Num sincronismo inexorável.
E esmiuçando esse pulsar de cá,
Sinto-o tempestuoso,
E isso cresce quando afasta-te,
E tentar conter essa ânsia de ti
É mais difícil que controlar o vento.
O tempo pulsa,
E no pulsar do tempo,
Sinto que nosso fervor
Atrai nossos corpos mais que qualquer imã,
Em sangue, suor e palavras,
Em pele, orgasmo e poesia,
E ecoa nosso desejo ao mundo,
E eleva nosso Amor as estrelas.
Cada pulsar deste tempo,
Cada soluço deste tempo que pulsa,
Cada dedo que conta esse tempo
É uma interminável espera.
A razão do tempo é a espera!
Pois quando estas aqui,
Já não há mais tempo,
Somente luz e música.


(Eduardo Santos - eduardo@agni.art.br)

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