24 de abr de 2008

CORAÇÃO DE SAMURAI

Ás vezes o medo me apavora e domina,
Levando-me cativo para a escuridão.
Sinto o peito latejar a seiva da ruína,
Os membros em fragmentos caindo no chão.

Lutar já não traz esperança,
Permanecer de pé torna-se difícil.
O desejo de vencer não provoca mais ânsia,
E a resistência da armadura está por um fio.

A coragem desvanece na sombra,
E o poder levado pela brisa.
O músculo em colapso dobra,
E a visão perde o horizonte de vista.

Que guerreiro pobre e impotente,
Imensamente dominado pela emoção,
Nem se quer usa a mente,
Para sair do marasmo da solidão?

As armas estão quase oxidadas,
Não se usa com tanta freqüência.
E o inimigo aproveita, soltando rajadas,
Cortando a epiderme com violência.

Preciso tomar as rédeas da situação,
E agir como um valente xogum.
Não temer a face do dragão,
E beber a glória com gosto de rum.

Andarei nos campos como um lobo solitário,
E me guiarei no código de Bushido.
E bramirei a espada com alarido,
Ciente estarei da vitória, pois estou convicto.

Usarei mente e força como um feixe,
Pelejarei diante dos rivais,
Vou me imaginar como um espadachim Musash,
E continuarei em ter um coração de samurai

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