1 de abr de 2008


Pré-conceito (s)… I

O odioso reino
Das mentes quadradas
Nos vértices encalhadas,
Em jaulas encarceradas,
Cegas e surdas,
Sem horizontes possíveis.

O Mundo corroem
E a Humanidade sacrificam,

Em nome de uma pseudo Verdade
Inquestionável,
Indubitável,
Para todos instituída,

Em prol da crendice míope
Do absolutamente certo
Ou da mutabilidade impossível.

Um pecado capital,
Que o Novo rejeita,
O Diferente esmaga,
A Mudança atrofia.

Percorrem as façanhas dos Homens,
Na mesquinhez do Pensar
E na intolerância ideológica.

Castram o direito à Identidade,
Em nome da vã uniformização
Do Ser
E do Estar,

Em nome da claustrofobia
Do Sentir
E do Agir.

Cancro de todas as sociedades,
Pelo Mundo se espalham
Como ervas daninhas.

Freios perpétuos do desenvolvimento,
Amordaçam as bocas,
Que a Liberdade apregoam.

Motores da Raiva e da Vingança,
Perpassam todas as gerações,
Violentadas por ideias mal formadas.

Erguem-se no patamar de uma “santa” ordem
Imperativa,
Jamais contestada.

Sobre as almas encurraladas,
Lançam grilhões
Infinitos,
Estéreis,
Na imperfeita quadratura do círculo,
Que não mais avança.

Isabel Rosete
07/03/08
02/04/08

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