1 de abr de 2008


Primavera (s)

Cruzam-se os olhares
Na paz perpétua
De um saudoso beijo

Não há mais revolta
Paira a serenidade.

Tudo se move
No seu ritmo certo

O desfiladeiro
Não apavora mais
Os olhares inquietos.

O mar
Enrola-se na areia
Ao som do canto das sereias

Na paz dos Anjos
Se acalentam as tempestades
Fatigadas do seu peregrinar.

Os segredos
Da vida e da morte
Já não se ocultam mais

Os corações despertos
Estão aí
Para todos os re-começos.

Eleva-se a singela nudez
Dos corpos em comunhão

A pura leveza
Dos olhares
Que já não são pálidos

O riso das crianças
De olhos claros
Que a alegria espalham
Por todos os lugares.

A Paz
Torna-se visível

O Amor permanece
No seu devido lugar
Mesmo que incerto.
Cantamos a Primavera
Sem mácula

A Felicidade regressa
A todas as almas
Outrora despedaçadas.

Isabel Rosete
12/03/08
02/04/08

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