16 de fev de 2009

Chovia na sexta treze

Ah como chovia
seguidamente
enxaguando o dia
a alma, a mente...

Tão triste chovia
que na janela
da chuva escorria
o choro dela...

Minha atenção
passou a vidraça
e viu toda ação
que havia na praça...

Sob capas, num penar
pombos sem esperança
encharcados a pensar
talvez em bonança...

Abri as folhas transparentes
para ouvir a sinfônica
tocada por passos de gente
e nuvens harmônicas...

E conversando na chuva
num linguajar chuvanhol
ouvia-se dos guarda-chuvas
assuntos de dias de sol...


Osvaldo Heinze

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