7 de fev de 2011

Carta para Manoel Hélio em 25/01/2011 ...

Caríssimo Manoel Hélio, dado o nosso penúltimo encontro, fiquei com o pensamento revolto, e fui buscar referências tuas em meu passado, e em minhas memórias encontrei-te sorridente e amável, da mesma forma que neste reencontro tão gratificante...
Nós que somos artesões de palavras, carecemos delas para ter uma noção de realidade, mas também nos perdemos em seus aspectos de sonho e fantasias...
Assim, em busca de realidade e não de sonhos, vasculhei minhas memórias, a cata do significado em mim impresso das palavras que te apresentam no mundo; Manoel Hélio...
Veio á minha mente a sua figura pequena, sua calvície um tanto precoce, seus olhos claros, seu sorriso largo, seu abraço fraterno e apertado, em suma, um Manoel Hélio que significa amizade e carinho!
Mas á imagem desperta pelo teu nome acrescentou-se o som das tuas palavras, palavras ás quais acreditei e que carrego comigo...
Manoel Hélio significa então e também luta e trabalho, superação!
E pensar que você me confidenciou que eu te fiz chorar...
Não escrevo com esta finalidade, embora escreva com o fito de emocionar, com a intenção de tocar almas e corações... Amigo, eu te fiz chorar!
Sinto uma mistura de alegria e de responsabilidade, quando relembro o teu relato!
Alegria por ter conseguido tecer um texto que emocionasse!
Responsabilidade por ter escrito um texto que foi fundo na sensibilidade de um irmão de estrada e de vida, que até a pouco tempo era-me um desconhecido, do qual estava apartado devido as distâncias geográficas desta nossa imensa São Paulo, que hoje faz aniversário.
As palavras nos uniram, e através delas desnudados, vamos, como somos, entrando nos espaços restritos de almas, corações e sensibilidades...
Eu consegui tocar um coração e uma alma que pelo que sinto e penso, já estavam curtidas pelas dificuldades de uma vida...
Eu consegui despertar sensações em um ser que tem inúmeras delas para se preocupar...
E assim, a tua confidência, se constituiu em um regalo.
Mais uma caricia que você sem intenção imediata, acabou oferecendo-me!
Manoel, obrigado, muito obrigado mesmo...
Com as tuas palavras recebi um grande estimulo para o meu trabalho, como se fosse um prêmio, como se fosse uma honraria.
Fui notado por alguém que realmente esta vivo e atuante!
Por alguém que goza plenamente cada instante de vida...
Meu amigo, o teu olhar, o teu sorriso, o teu abraço, deram sentido a tudo o que já fiz e faço!
Conforto ao meu coração que em nada é diferente do teu, superou inúmeros percalços, que se não são parecidos com os que você vem superando, são similares...
Sigamos, portanto, juntos, nesta estrada em que nos encontramos, escrevamos juntos um novo futuro!
Pois o porvir se constrói em cada instante a mais de vida!
E nós chegamos onde estamos por termos acreditado e ousado...
Escrevo-lhe esta, neste 25 de janeiro, por que hoje estes sentimentos e pensamentos se condensaram em uma carta...
Mas creio ser até oportuna esta missiva, ganhar corpo no dia do aniversário de São Paulo, esta terra mãe que nos guarda em seu seio... Fomos pontas soltas que São Paulo uniu!
Almas e corações que a grande metrópole tornou um só!
Somos oriundos de estados diferentes da Republica Federativa do Brasil, que São Paulo acolheu!
Somos amigos que em São Paulo se reconheceram...
E nesta terra tão acolhedora e benfazeja, a despeito dos problemas que tenha, em nosso penúltimo encontro, nós nos sentimos felizes!
Duas crianças e um único brinquedo, em nosso caso as palavras, brincando juntas, sem mágoas, sem brigas, sem receios!
Amigo, irmão, até o próximo encontro, a próxima emoção...

Edvaldo Rosa
www.sacpaixao.net
25/01/2011

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