25 de mar de 2011

POETA COXO

"...Sou as cinzas de Antonio Conselheiro, a cabeça de Lampião exposta aos abutres da oligarquia brasileira, sou a sombra dos negros nas senzalas, o estômago vazio dos severinos, o canto calado de RAUL SEIXAS, coberto pelo manto profano de Bispo do Rosário..." ( Manoel Hélio )

POETA COXO

Um homem atravessava a rua
Fisionomia amargurada
Suas abaladas neuras sexuais
Seu "oculum" embaçado
Embaçava o seu olhar
Uma perna direita
Denunciando sua direção
Olhava
Não via nada ao seu redor
Que não fosse a sua ânsia de se ver
Sua bengala, seu olho
Sustentando seu ser
Desgastada calvície
Alcançando a vanguarda da rua
Buscando razão de viver
Natureza que marca tal homem
Para que os homens não o esqueçam jamais
Ou o ignore para sempre
Eis o poeta coxo!!!

Poema (quase anônimo) escrito acredito eu por CHACAL KM 18,JORGE e VÂNIA, e dedicado à este militante da Poesia.

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