7 de fev de 2008

JOGOS DE GUERRA

A inocência acabou.

Da rosa, só restaram os espinhos.
Da amizade, o rancor.
Do amor, a magoa

Da esperança, uma vaga lembrança,
Do que nunca veio a acontecer.

Por que sentir?
Pra que deixar que cheguem perto?
Quem é o verdadeiro inimigo?

Aqueles que me rodeiam, ou meu coração ferido,
Que nunca mais se viu aberto?

Atacar antes de ser atacado.
Nunca abaixar a guarda.
Não deixar que vejam o que sinto,
Pra que eu não seja motivo de piada.

Essas são as regras
As regras desse jogo macabro

Onde o importante, não é competir
E sim trapaciar, para não ser trapaciado

Não sou mais bobo.
Não vou mais sentir.

O que eu quero é brincar
Como brincam comigo

Sem ligar pros feridos,
Rir do choro dos outros,
E fazer da sua tristeza,
Um motivo de alegria pra mim.

Não quero te ver assim,
Não quero te ver feliz,
Pare de rir de mim!

Você tem de sofrer como eu sofro
E, se depender do meu esforço,
As coisas serão assim.

Quer brincar de guerra?
Então vamos ver
Quem atira primeiro.

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