27 de jul de 2008

DIARIO DE GUERRA

Queria correr,
Fugir dos meus sentimentos,
E me esconder,
Desse maldito momento,
E das lembranças passadas
Que ele me trouxe.

Queria dormir,
Pelo menos dez anos.

Ter um novo amanhã,
Que não sucedesse
Ao dia de hoje.

Estou travando uma guerra
Contra tudo o que eu era,
Por tentar conservar
O que me restou.

Fugir do filme de horror
Que teima a se reprisar,

Na minha frente,
Dentro da minha mente,

A cada grito,
A cada passo

Bate forte o marca-passa.
A té quando vai bater?

Os fragmentos estão todos no chão
Cada caquinho tem a sua importância

Pra tentar definir,
Aquilo que me restou.
Será que há esperança?

Nâo quero a velha ilusão de ser super-homem.
Não, por favor, quero apenas ser eu.

Mas quero que seja meu,
Tudo oque eu,
Pretendo conquistar:

-A chance de um dia
Ter um pouco de paz.

Meu Deus até quando travarei essa guerra?
Será que algum dia haverá uma trega?

MARCOS ROBERTO MOREIRA

2 comentários:

Ederson Rocha disse...

Gostei, só precisa rever as vírgulas pois está uma leitura agradável, mas a vírgula prende um pouco, acho que devia tirar o travessão e os dois pontos, no mais está muito bom.

Abraço.

Beatriz disse...

Oh, cara. Claro que você vai catar esses pedacinhos todos de você. Porque você é poeta, muito mais do que super-homem. A sua guerra, essa guerra boa, é eterna e não se pode viver sem ela.
Parabéns!

Castelo Hanssen