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15 de mai. de 2008

NOVO ENDEREÇO

Caríssimos amigos e amigas!

Escrevo para comunicar a vocês meu novo endereço virtual, estou de casa nova! Meu novo blog ainda está em construção, mas deixo aqui o caminho:


Mas não se preocupem, porque é o mesmo Aristides de sempre. Não deixem de me visitar, prometo trabalhos inéditos e sempre inquietantes.

Um forte abraço a todos!

Theodoro

19 de mar. de 2008

MONSTRO DE VIDRO E AÇO

"O Martinelli era um soldado no planalto"
Domingos Carvalho da Silva


Malha o martelo
tine a picareta
brande o cutelo
isto e Sao Paulo
cidade duelo.

Desodorante vencido
bodum de suor
homem esquecido
sobre o frio e o calor
isto e Sao Paulo
cidade rigor.

Barulheira infernal
artéria congestionada
manhã de cristal
pista molhada
isto e São Paulo
iniciando a jornada.

Correria, mau humor
homens emproados
demonstrando valor
isto e Sâo Paulo
cidade labor.

Apitos de trens
resfolegar de motores
homens que vão
gente que vem
sinos que tocam:
Blem!... Blem!... Blem!...
Isto e São Paulo
forjando o mal e o bem.

Aristides Theodoro

16 de mar. de 2008

O NEGRO E O BERIMBAU

Surra, negro, surra!...
A corda vibrante
de som delirante
do teu berimbau.

E conta à tua maneira
a nossa história,
a nossa dor, a nossa leseira,
na corda vibrante
do teu berimbau.

Surra, negro, surra!...
A corda metálica,
a corda que urra,
retesada no arco
do teu berimbau.


Aristides Theodoro


POEBOMBA

" Cem sóis flamejam no horizonte "
Maiakovski

Quero um poema lunático,
límpido e transparente,
pra cantar meu povo;
um poema explosão,
feito de ácido urânio,
de cogumelo adesivo
e diamante combustão,
que rasgue as vísceras do problema.

Quero um poema estereotipado,
um poema espada aguda,
um poema felino predatório,
pra destroçar com ira
os ladrões, os corruptos,
as cobras, as hienas,
que comem as vísceras do meu povo.

Quero um POEBOMBA
poluído e leprosante
de 9.000.000 de megatons,
de l00. 000. 000 de Hiroximas,
pra fulminar os feitores,
que comem as vísceras do meu povo.

Quero um poema terremoto,
um poema furacão,
convulso e vulcânico;
um poema diluvial,
fim-de-mundo,
um poema dicionário,
que corte a face da terra,
que risque a pata do mapa;
um poema fóssil,
um poema cristal,
um poema ósseo,
um poema bisturi,
que extirpe as vísceras
dos corruptos e dos ladrões,
das cobras e das hienas
que as carnes do meu povo comem.

Toca Filosófica, 9/2/l978

15 de fev. de 2008

POEBOMBA

"Cém sóis flamejam no horizonte"
Maiakovski

Quero um poema lunático,
límpido e transparente,
pra cantar meu povo;
um poema explosão,
feito de ácido urânio,
de cogumelo adesivo
e diamante combustão,
que rasgue as vísceras do problema.

Quero um poema estereotipado,
um poema espada aguda,
um poema felino predatório,
pra destroçar com ira
os ladrões, os corruptos,
as cobras, as hienas,
que comem as vísceras do meu povo.

Quero um POEBOMBA
poluído e leprosante
de 9.000.000 de megatons,
de l00.000.000 de Hiroximas,
pra fulminar os feitores,
que comem as vísceras do meu povo.

Quero um poema terremoto,
um poema furacão,
convulso e vulcânico;
um poema diluvial,
fim-de-mundo,
um poema dicionário,
que corte a face da terra,
que risque a pata do mapa;
um poema fóssil,
um poema cristal,
um poema ósseo,
um poema bisturi,
que extirpe as vísceras
dos corruptos e dos ladrões,
das cobras e das hienas
que as carnes do meu povo comem.

Aristides Theodoro