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14 de mai. de 2008

SANTA DIABÓLICA

Quando se parte daqui e vai-se até você
Existe uma física de proporções complexas,
A relativa curva é ignóbil e convexa
Na plataforma íngreme do seu vago ser.

Quando se parte enfim, o que fazer?
Existe uma orbe em mim pura e perplexa.
Alterando os sentidos e o kaos anexa
A contemplação inerte ao ávido querer.

Nascer e morrer é um status da Natureza
Viver para ter plenitude é o que é
Fazer do querer deve ser uma certeza,

E você é o maior ideal do ser-mulher.
Porque em ti mora um Universo Humano,
Um paradoxo entre o sagrado e o profano.

Chris Clown Oliveira

FURACÃO CLOACA

Desorganização é um tormento
Neste mundo maluco de agora!
Mas eu sou de fora pra dentro,
E tu é que és de dentro pra fora.

Sou calmo no comprometimento
Do que faço por esta vida afora.
Mas és avassalador no detrimento
Na reconstrução que ti aflora.

Sou o centrípeto vago, sou o sereno
Olho que destroça o que é vedado.
És o centrífugo terror vivendo ao lado

Mesmo que ao longe pareça ameno.
Somos ainda sim, os raios de trovão,
Duas partes inerentes de um furacão.

Chris Clown Oliveira

PEDRO, SOU MADRUGA...

Gênio de ferro.
Cara de pedra.
Grito dum berro!
Alto da queda.

Noite acordada.
Sonho mortiço.
Glória rogada.
Prazer e suplício.

Aquário afogado
Nos mares azul.
Fogueio fadado

Aos pelos do cu.
Que sobe a Dalva
Decida das palmas.

Chris Clown Oliveira

MAR CÊ LO ROYA

Mar. Cê: Lo Roya.

Brutos espelhos da reflexão do mundo
Que quebram o brilho sereno distinto,
Não é mais animal que ânimas profundo
Quando não podes expor todo o instinto.

A virulência criou em nós tal assunto
Das redações expostas: Que nada sinto.
O escriba da desordem anda adjunto
A dor da glória que eu nunca pinto.

Quanto é que emana das suas entranhas
E quanto aflora do seu grunhido estranho?
Quando decides fazer da arte o tal tamanho

Sonho que das descobertas se assanha.
Seu âmago de pus e seda criou o que
No planeta guerra chamou-se: Fim!

Chris Clown Oliveira

RESSOOU NATO

Brigas e intrigas
Que causam furor
São coisas antigas
Na arte do amor.

Digas por vigas
Que foi que causou...
Comeu as amigas?
Morreu desta dor.

Não sejas ingrato.
Ressoa que é nato
No fato de ser.

Tu és a tal pessoa
Que brigas atoa
Apenas pra ver...

Chris Clown Oliveira

CELEBRIZE SÓ A LUZ

Quando atingir o céu
Com os pés no chão
Meu sonho é cordel,
Seu sonho é sermão.

Quando chegar a Deus
Sendo o homem que é...
Não se encante com seus
Encantos todos de mulher.

Esqueça a natureza
Só seja feliz quando a sós.
Não queira beleza

Nos nós juvenis dos nós.
Mas tenha certeza
Que o prós do contra são prós.

Chris clown Oliveira

ALL LINE

Garota pequena e luminosa
Das lúdicas imagens alegres,
Que fazes aqui, melindrosa?
Que fazes acolá...Escorregue!

Tão nova e já tão fulgurosa...
Tão linda e então apreende:
És toda a ilusão gostosa.
És tanta alquimia latente.

Linhas que descrevem o sentir...
Linhas que despertam o porvir...
Linhas que conduzem nosso ser.

Linhas que reluzem seu querer...
Linhas que se tornam linhas minhas;
Linhas que são minhas lindas linhas.

Chris Clown Oliveira

VOCÊ É A VANGUARDA

Existem pessoas vis e limitadas
E outras que não vêem limitação.
Existem aquelas que são fadadas
E aquelas que são fadas de irradiação.

Existem experiências dos sentimentos
E outros sentidos sem experimentação.
Existem aqueles que são um momento
E aqueles que são a eternização.

Há pessoas para além das convenções
E pessoas que para elas são determinadas,
Mas você é o ser que há de ser...

Há pessoas onde não há intersecções
E pessoas onde se excita as estradas,
Mas você só tem que ser você...

Chris Clown Oliveira

DIA ATRAVANCADO

Tem dias em que tudo dá errado
E você é a última esperança.
São dias só, estes dias danados,
Que te tornaram a única ânsia.

Hoje é um dia que está engasgado
Esperando pela sua bonança.
E só por isso, mais um dia adiado,
Que não estouro de punjança.

Os dias belos são belos; mas cansa.
Descansa a beleza neste dia.
Os belos dias são elos da infância

Nostálgica dos dias de alegria.
Espero que hoje não haja confusão,
Pois sou forte. N’um único coração.

Chris Clown Oliveira

GUERRA DAS ADAGAS

A armada dos gentis parte para um ataque
Contra as iconoclastia vigente e obsoleta.
Ataca com uma raiva voraz de borboleta
Que invadiu nossa alma e nunca nos parte...

A amada é o intuito desta jornada d’arte.
As filosofias estão todas numa roleta
Girando num contra vontade-concreta,
Causando em nossa mente um vil baque.

A amuada dor que deixou seu rastro
Nos corações guerrilheiros, um mastro.
É a convicção da vitória certa.

A Amanda foi quem comeu o Queijo
Foi e se despediu com um Judas beijo
Deixou todos os sentidos, Alerta.

Chris Clown Oliveira

SUPERANDO AS CORAGENS

Todos nós passamos pelos erros pra aprender.
Todos nós passamos pelos acertos pra viver.
Todos nós estamos apostos pro que virá.
Todos nós estamos dispostos, sempre, a amar.

Todos nós sonhamos somente com o impossível.
Todos nós sonhamos sonhos, sementes do incrível.
Todos nós fazemos tudo para a plena felicidade.
Todos nós fazemos todas as nossas vontades.

Somos todos responsáveis por nós mesmos.
Somos todos deploráveis nos nós de todos nós.
Somos apenas sentimentos ambulantes e sós

Vagando pela penumbra dos medos, a esmo.
Todos nós somos seres que somos sublevação.
E em todos nós os nós da nós são enredo da abstração.

Chris Clown Oliveira

PARA SEMPRE

Queria te amar muito num pouco do infinito.
Queria te pesar muito num pouco insensato.
Queria te olhar muito num pouco do bonito,
Pois quero um pouco do, há muito, almejado.

Queria te amar muito num pouco indefinido.
Queria te pesar muito num pouco comensurado.
Queria te olhar muito num pouco de libido,
Pois quero um pouco do, há muito, me negado.

É lindo, doce, sutil seus gestos onerosos
Na equivalência plena dos sentidos raros
Em confronto com a bruta forma.

É exato o desenho que meu ser contorna
Na relevância límpida dos contornos claros,
Da ambivalência dos amores faustosos.

Chris Clown Oliveira

ANÁRQUICA CONDIÇÃO

Uma idéia imprecisa, um suspense, um sofreguidão
Desencadeou uma forma incorreta de artesanar
O corpo que é o instrumento da mente, o seu lar
Determinou que o movimento do vento dá vasão.

O leve balaio que leva o alívio deste corpo/ação
É o balaio de que saio pra livrar-me do cercear,
Que o sistema me condenou para me aprisionar,
Como aprisionei por tanto tempo meu coração.

Deito-me tranqüilo sobre as rodas de Sol a Sol.
Levanto-me pleno para esbravejar meu grito.
Qual mutirão criará vida por este deserto atol?

Senão o mesmo mutirão que tirou o formol
Que matava o ideal mais simples e bonito:
Que é o presente imediato do seu lúdico sorriso.

Chris Clown Oliveira

CONVENÇÃO DE LOUCOS

Rostos que se abrem pra alquimia.
Sorrisos que escondem o inerente.
Tristezas que se igualam a alegria.
Sonhos que se fragmentam à frente e eloqüentes.

Mãos que bailam e embalam a tirania.
Pés que clamam pela ânsia insurgente.
Desejos que liberam tudo que angustia.
Segredos libertados pela dor que a gente sente.

Corpos leves, pesados, disformes, contrários;
São corpos talhados por sobre os corpos.
Mentes sãs, sentidos aguçados são tão hilários

Pras mentes sãs que já não se vê em espólios.
E tudo é torto e um tanto caótico pro olhos
Mas elevam a alma bem acima dos capitólios.

Chris Clown Oliveira

CONVENÇÃO DE LOUCOS

Rostos que se abrem pra alquimia.
Sorrisos que escondem o inerente.
Tristezas que se igualam a alegria.
Sonhos que se fragmentam à frente e eloqüentes.

Mãos que bailam e embalam a tirania.
Pés que clamam pela ânsia insurgente.
Desejos que liberam tudo que angustia.
Segredos libertados pela dor que a gente sente.

Corpos leves, pesados, disformes, contrários;
São corpos talhados por sobre os corpos.
Mentes sãs, sentidos aguçados são tão hilários

Pras mentes sãs que já não se vê em espólios.
E tudo é torto e um tanto caótico pro olhos
Mas elevam a alma bem acima dos capitólios.

Chris Clown Loucos

DIM DIRLIM BIM BIM

Não há segredos na cartola, não há mágica.
A vida nos parece um instante de martírio,
Parece que estamos aqui e em pleno exílio;
Quando carecemos de uma paixão caustica.

Não há soluções inusitadas para as lastimas
Que não seja o enfrentamento deste idílio.
Não há como negar que aqueles empecilhos
È que farão gozar a alegria em suas lágrimas.

Não há como sofrer sozinha por aqueles,
Que não sofrem com você o que por ele
Foi uma fábula inserida na aventura.

Mas não há como viver em pleno orgasmo
Se da vida não viver seus pleonasmos
E saber que eles são truques, travessuras.

Chris Clown Oliveira

MY LITTLE BUTTERFLY

As borbulhantes cores vivas que brotam nas suas asas
São violetas ilhas "lindas", nascendo no imenso oceano.
Elas, numa psicodelia transcendente, arde a alma em brasa
E faz, nos sentidos mais prudentes, o desejo sempre insano.

São borbotões os corpos limitados dessa nossa carne rasa,
Quando um choque do impossível, o infinito ataca e fere.
Voa, Borboleta! Voa e faça do céu azul a sua casa.
Voa até os limites da existência, que a matéria gere.

Não se deixe abater pela ignorância bruta e alheia
A sua razão que só o instinto puro compreende.
"Me Comporte" no seu vôo sinuoso pelo vago espaço.

Se quiseres encontrar tudo aquilo que há rodeia;
Feche os olhos, que estou no mundo que é a mente,
Te esperando para despousá-la nos meus braços.

Chris Clown Oliveira

VERSO ESTANCADO

Que Poesia, pra ti, eu engendro
Que não seja uma burlesca mentira
E não compreenda o que tu és?

Que Poema eu posso arquitetar
Que não seja uma vergonha hilária
E, a ti, dedicar ou fazer presente?

Que Ode será triunfal na sua bela
Forma de não conter-se por motivo algum
Quando está querendo viver?

Que Epopéia fará jus a sua forma
Que não seja cômica, medíocre e vil
Perante tudo que tens pra dar?

Este poeta morreu com as palavras
Quando decidiu te amar com o verbo em carne.

Este poeta não é mais poeta pra você
Agora é apenas vontade, desejo e frustração
Na agonia constante de te querer e querer,
Mas saber eu nesta agonia não há constante.

Morra hoje comigo como nunca morrerá aqui
E amanhã, mais uma estrela brilhará no céu.

Esqueça tudo que eu disse ou escrevi
Vamos começar de novo a escrever o destino
Que nos impulsiona, sem medo, a agir.

Chris Clown Oliveira

ETERNA BUSCA

Por ilhas a milhas distantes,
Por instantes as minhas trilhas;
Tu filas os idílicos semblantes
Dilacerantes das minhas ilhas.

Por sonhos proponho a vida
Ainda que vida nem suponho
E exponho um sonho, ainda,
Na vida devida que eu sonho.

Encarcerado na carnificina
Da carne, na sina do fato;
Criei um mundo de faz de conta.

Encarnado na boca solferina,
Fiz arte que se atina no ato;
Desfiz um medo que me apronta.

Chris Clown Oliveira

FÉ SANTA. SANTA FÉ CEGA!

Aspirando desejos das entranhas da terra,
Deflorando segredos para glórias supremas,
Devorando anseios que assanham a guerra,
Vou degustando o sabor de histórias helênicas.

Vislumbrando futuros no brilho que acena,
Desbravando passados perdidos na acerra,
Capitaneando seguros estribilhos de penas,
Vais ladrando os sádicos latidos da perra.

Não erra o bote mesmo se não tenta.
Não pena o açoite mesmo quando toca.
Tem os carismas, cristalinamente, louvados.

Não prende a vontade mesmo se sufoca.
Não tende a verdade mesmo se não pensa.
Tem seu prisma, delicadamente, para os devotados.

Chris Clown Oliveira