“A mulher, porém, disse-lhe: ‘Eis que sabes muito bem o que Saul fez, como ele decepou do país os médiuns espíritas e os prognosticadores profissionais de eventos.
Por que ages então como quem arma laços contra a minha alma para me fazer morrer?’ ”.
1 Samuel 28:9
Todas as cartas estão sobre a mesa
Alinhadas em rotas para o futuro.
Um vidente intercede aos inimigos ocultos
Invocando-os das decadentes profundezas.
Um médiun inicia sua litania
Sobre o cristal que o mal reluz.
Os renegados fingem ser anjos de luz,
Seres benignos que brilho irradiam.
Camaleontídeos que de tez variam,
Suas ilusões são a morte que seduz.
Quantos homens já foram enganados!
Quantas mulheres deixaram-se poluir!
Almas mortas não podem ressurgir.
Mas se aparecem, é no teatro do Ente macabro.
Camaleontídeos que interpretam os sepultados,
Seus rebuços não iludem a mim.
Iludem os desconsolados
Que buscam para sua dor um célere fim.
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24 de abr. de 2008
O ENIGMA
As laudas mais insignes não puderam me orientar
Nas linhas difíceis do conhecimento da pedra angular;
O alicerce de tudo que transcende o pensamento,
Fundação de Novo Mundo, núcleo dos sentimentos.
Como você não pode perceber
Que esse imenso poder
Não era seu brinquedo!
Seus infantis desejos criaram inúmeros perigos,
Como a criança que brinca com uma chama
Num depósito de fogos de artifícios.
Minha atração por uma inocência estranha
Veio a ser a ganância nociva,
A anulação de toda prudência.
O que sobrou da explosão tremenda?
Duas formas inteiramente abrasivas
De acesas carências.
Tantas pessoas tocaram o meu coração
E bombearam nada além do que paradigmas.
Somente você fez valer sua distinção
Gravando dentro de mim sua marca ímpar.
Seu mistério tem tirado o meu sono
Em cada lágrima que cai na noite profunda,
Em cada insone sonho
De uma melancolia que me inunda.
A sua maldade é tão pueril,
A malícia de quem é infantil
Em trejeitos tão pervertidos.
Tem o segredo de ninfa da morte,
O enigma que atrai miseráveis e pobres
Ao amor mais enganador e mortífero.
Nas linhas difíceis do conhecimento da pedra angular;
O alicerce de tudo que transcende o pensamento,
Fundação de Novo Mundo, núcleo dos sentimentos.
Como você não pode perceber
Que esse imenso poder
Não era seu brinquedo!
Seus infantis desejos criaram inúmeros perigos,
Como a criança que brinca com uma chama
Num depósito de fogos de artifícios.
Minha atração por uma inocência estranha
Veio a ser a ganância nociva,
A anulação de toda prudência.
O que sobrou da explosão tremenda?
Duas formas inteiramente abrasivas
De acesas carências.
Tantas pessoas tocaram o meu coração
E bombearam nada além do que paradigmas.
Somente você fez valer sua distinção
Gravando dentro de mim sua marca ímpar.
Seu mistério tem tirado o meu sono
Em cada lágrima que cai na noite profunda,
Em cada insone sonho
De uma melancolia que me inunda.
A sua maldade é tão pueril,
A malícia de quem é infantil
Em trejeitos tão pervertidos.
Tem o segredo de ninfa da morte,
O enigma que atrai miseráveis e pobres
Ao amor mais enganador e mortífero.
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FILHOS DE EVA
Os eternos
Não se contiveram em aprender,
Almejaram um maior saber.
Foram além
Do que não deviam compreender,
O que nunca lhes pertenceu.
Ora, eu
Fiz-me cego para não ver
A verdade: O tempo e a eternidade
São uma mesma unidade.
O inimigo da brevidade
É qualquer ilusão.
Agora,
Eu sei que a pretensão
Não é maior que a queda.
Os céus
Não pertencem aos mortais.
O confinamento é a Terra,
Para sempre
Ou para nunca mais.
No exílio,
A paz torna-se ódio
Letal . . . . . . . .
Fatal . . . . . . . .
Mas jamais
Imortal.
Não se contiveram em aprender,
Almejaram um maior saber.
Foram além
Do que não deviam compreender,
O que nunca lhes pertenceu.
Ora, eu
Fiz-me cego para não ver
A verdade: O tempo e a eternidade
São uma mesma unidade.
O inimigo da brevidade
É qualquer ilusão.
Agora,
Eu sei que a pretensão
Não é maior que a queda.
Os céus
Não pertencem aos mortais.
O confinamento é a Terra,
Para sempre
Ou para nunca mais.
No exílio,
A paz torna-se ódio
Letal . . . . . . . .
Fatal . . . . . . . .
Mas jamais
Imortal.
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VESPERTINO
Eu sei,
O extraordinário tende a ficar comum
Na visão de olhos superficiais.
Ninguém vê além do prazer
O que vai além do sentir.
E se
Nessa multidão eu sou apenas mais um,
É porque os humanos são tão triviais.
Desprezam a sombra
Só porque sem luz, ela não pode existir.
Lá, no litoral,
Quando o Sol se põe parece que vai
Mergulhar nas entranhas do mar.
Sua glória finda num parto invertido.
Mas as águas não têm abrigo.
Meu amor se esvai incontido
Por entre muitos náufragos perdidos.
Eles não sabem que não há salvação.
Em minhas águas ilimitadas
Até a própria morte está inundada
Neste oceano que é o meu ínfimo coração.
O meu consolo é o mar,
E o Sol a se deitar
Em águas outrora azuis.
O amanhã, outro dia trará,
E a minha sombra ressurgirá,
Pois haverá outra uma luz.
O extraordinário tende a ficar comum
Na visão de olhos superficiais.
Ninguém vê além do prazer
O que vai além do sentir.
E se
Nessa multidão eu sou apenas mais um,
É porque os humanos são tão triviais.
Desprezam a sombra
Só porque sem luz, ela não pode existir.
Lá, no litoral,
Quando o Sol se põe parece que vai
Mergulhar nas entranhas do mar.
Sua glória finda num parto invertido.
Mas as águas não têm abrigo.
Meu amor se esvai incontido
Por entre muitos náufragos perdidos.
Eles não sabem que não há salvação.
Em minhas águas ilimitadas
Até a própria morte está inundada
Neste oceano que é o meu ínfimo coração.
O meu consolo é o mar,
E o Sol a se deitar
Em águas outrora azuis.
O amanhã, outro dia trará,
E a minha sombra ressurgirá,
Pois haverá outra uma luz.
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26 de mar. de 2008
METADE HUMANA
Eu vi um homem sozinho.
Havia amor em seu coração.
Mas ele era como uma ave sem ninho;
Ou um marujo sem embarcação.
Ele era como um vaso sem flor
Na janela de uma casa vazia;
Era como o próprio Sol
Sem luz para o dia.
Ele era como uma obra sem nome,
Era como a noite sem estrelas,
Era um desolado lobisomem
Lamentando a fuga da lua cheia.
O amor desamparado
E a aflição incólume
Geraram um conflito amargo
No íntimo desse pobre homem.
E onde ele estiver
Trairá seu lado alegre,
Como um profeta sem fé,
Ou o discípulo que trai seu mestre.
Seus pensamentos etéreos
Confundem-se com os terrenos.
Ele sabe, mas não é sincero,
Pois lhe falta o feminino complemento.
Sevihan G. Cardinanziel
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