Por consequência de um simples ato impensado,
ofusquei o brilho dos seus olhos, com descaso.
Alivia-me ver qu’inda evola-se esperança do teu riso,
e sei que aguarda-me a dor e o siso, no corpo e no espírito.
Mas, por todos os poemas que em vida hei de cantar,
vem esta canção, por compaixão de mim, o teu perdão buscar.
Pois em meus devaneios, apenas aguardo nesse lençol,
nos teus olhos novamente ver mil sonhos e sol.
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1 de out. de 2009
6 de set. de 2009
Morte Súbita
O verbo que outr’ora fez-me subir as alturas,
Hoje me converte na mais vil das criaturas.
O dom da fala que minha língua tanto explora,
É agora uma palavra ritmada e morta.
Os versos que cantavam o Amor e a Vida,
Não passa agora de uma letra corrompida.
Agora minh’alma de meu corpo foge,
Estando eu agora a escrever versos como quem morre!
Apenas aquela a quem feri de morte devido a má conduta,
É que pode salvar-me desta morte súbita.
(Agni... escrito em algum lugar de 2008)
Hoje me converte na mais vil das criaturas.
O dom da fala que minha língua tanto explora,
É agora uma palavra ritmada e morta.
Os versos que cantavam o Amor e a Vida,
Não passa agora de uma letra corrompida.
Agora minh’alma de meu corpo foge,
Estando eu agora a escrever versos como quem morre!
Apenas aquela a quem feri de morte devido a má conduta,
É que pode salvar-me desta morte súbita.
(Agni... escrito em algum lugar de 2008)
27 de abr. de 2009
Nascente
Fatos incertos, incorretos.
Afagos de luz escorrem em seus lábios.
Fugaz pensamento gravitando em versos.
Vagos intelectos tolos em consenso.
Fatos incertos, indiretos,
Refletem tortuosos em seus olhos...
O obscuro, o inconciente, a nascente...
Dois universos paralelos... tão incertos.
Não chores pelo incerto...
Não fujas do que sentes.
Fatos incertos, incompletos.
Fantasmas como flores em seus sonhos.
O que eu sinto, eu não sinto... me desfaço...
Ao acaso rogo tudo que eu desejo.
Fatos incertos, inquietos...
Meros egos tortos e fora de foco.
Um mecanismo inconciente e negligente.
Sua presença me transcende... despresível.
A face que renego, é seu lado intransigente...
Me digas o que eu quero, e não me vem a mente...
Não chores pelo incerto...
Me digas o que sentes.
(Eduardo Santos... + ou - em 2001)
Afagos de luz escorrem em seus lábios.
Fugaz pensamento gravitando em versos.
Vagos intelectos tolos em consenso.
Fatos incertos, indiretos,
Refletem tortuosos em seus olhos...
O obscuro, o inconciente, a nascente...
Dois universos paralelos... tão incertos.
Não chores pelo incerto...
Não fujas do que sentes.
Fatos incertos, incompletos.
Fantasmas como flores em seus sonhos.
O que eu sinto, eu não sinto... me desfaço...
Ao acaso rogo tudo que eu desejo.
Fatos incertos, inquietos...
Meros egos tortos e fora de foco.
Um mecanismo inconciente e negligente.
Sua presença me transcende... despresível.
A face que renego, é seu lado intransigente...
Me digas o que eu quero, e não me vem a mente...
Não chores pelo incerto...
Me digas o que sentes.
(Eduardo Santos... + ou - em 2001)
17 de jan. de 2009
Inebriante
Não tens os olhos mais belos que já vi,
nem tens o sorriso mais doce que pude apreciar...
Porém, estranhamente,
a combinação de teu olhar com o teu sorriso
vem a ser a paisagem mais inebriante
e mais estarrecedora
ao qual já pude vislumbrar,
capaz de me manter em devaneios por horas...
e me fazer perder os sentidos por séculos.
(Eduardo Santos - eduardo@agni.art.br)
nem tens o sorriso mais doce que pude apreciar...
Porém, estranhamente,
a combinação de teu olhar com o teu sorriso
vem a ser a paisagem mais inebriante
e mais estarrecedora
ao qual já pude vislumbrar,
capaz de me manter em devaneios por horas...
e me fazer perder os sentidos por séculos.
(Eduardo Santos - eduardo@agni.art.br)
8 de fev. de 2008
DOIS CORAÇÕES
A cada vez que partires,
Para um ponto que te leve
Daqui pra lá,
Sinta o tempo pulsar.
E no pulsar do tempo, com um pouco de esforço,
Poderás sentir tantas maravilhas,
Tanto caos, tanto pó, tanta calma.
E por mais que esse tempo abrigue
A fome, a discórdia, o medo,
Nesse mesmo tempo pulsa,
Ai e cá, fortes e impetuosos,
Dois corações, duas almas,
Dois órgãos que pulsam
Física e etereamente,
Num sincronismo inexorável.
E esmiuçando esse pulsar de cá,
Sinto-o tempestuoso,
E isso cresce quando afasta-te,
E tentar conter essa ânsia de ti
É mais difícil que controlar o vento.
O tempo pulsa,
E no pulsar do tempo,
Sinto que nosso fervor
Atrai nossos corpos mais que qualquer imã,
Em sangue, suor e palavras,
Em pele, orgasmo e poesia,
E ecoa nosso desejo ao mundo,
E eleva nosso Amor as estrelas.
Cada pulsar deste tempo,
Cada soluço deste tempo que pulsa,
Cada dedo que conta esse tempo
É uma interminável espera.
A razão do tempo é a espera!
Pois quando estas aqui,
Já não há mais tempo,
Somente luz e música.
(Eduardo Santos - eduardo@agni.art.br)
Para um ponto que te leve
Daqui pra lá,
Sinta o tempo pulsar.
E no pulsar do tempo, com um pouco de esforço,
Poderás sentir tantas maravilhas,
Tanto caos, tanto pó, tanta calma.
E por mais que esse tempo abrigue
A fome, a discórdia, o medo,
Nesse mesmo tempo pulsa,
Ai e cá, fortes e impetuosos,
Dois corações, duas almas,
Dois órgãos que pulsam
Física e etereamente,
Num sincronismo inexorável.
E esmiuçando esse pulsar de cá,
Sinto-o tempestuoso,
E isso cresce quando afasta-te,
E tentar conter essa ânsia de ti
É mais difícil que controlar o vento.
O tempo pulsa,
E no pulsar do tempo,
Sinto que nosso fervor
Atrai nossos corpos mais que qualquer imã,
Em sangue, suor e palavras,
Em pele, orgasmo e poesia,
E ecoa nosso desejo ao mundo,
E eleva nosso Amor as estrelas.
Cada pulsar deste tempo,
Cada soluço deste tempo que pulsa,
Cada dedo que conta esse tempo
É uma interminável espera.
A razão do tempo é a espera!
Pois quando estas aqui,
Já não há mais tempo,
Somente luz e música.
(Eduardo Santos - eduardo@agni.art.br)
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